execrável

Do latim 'execrabilis', de 'execrari' (amaldiçoar, detestar).

Origem

Latim Medieval

Deriva do adjetivo latino 'execrabilis', que por sua vez vem do verbo 'exsecrari' (amaldiçoar, condenar), composto por 'ex-' (fora) e 'sacer' (sagrado), indicando algo que é afastado do sagrado ou profano de forma negativa.

Mudanças de sentido

Latim Medieval - Século XIX

Originalmente e predominantemente, 'execrável' significou aquilo que inspira execração, ou seja, ódio profundo, condenação moral severa, algo abominável ou detestável. O sentido permaneceu estável, focado na intensidade da repulsa.

A palavra carrega um peso semântico forte, associado a atos de grande maldade, crueldade ou perversidade. Sua aplicação denota uma forte carga de julgamento moral negativo.

Século XX - Atualidade

Embora o sentido principal de 'abominável' e 'detestável' se mantenha, o uso de 'execrável' tornou-se menos comum no dia a dia, reservado para situações que requerem uma descrição enfática de algo considerado moralmente inaceitável ou profundamente desagradável.

Em comparação com termos mais genéricos como 'ruim' ou 'horrível', 'execrável' confere uma gravidade maior à descrição, sendo mais encontrada em textos jornalísticos de denúncia, discursos políticos ou análises literárias.

Primeiro registro

Século XV

Registros em textos portugueses antigos, como crônicas e obras religiosas, indicam o uso da palavra com seu sentido original de abominável ou amaldiçoado. A entrada no português se deu por via erudita.

Momentos culturais

Período Colonial e Imperial

Presente em relatos sobre a escravidão e a colonização, descrevendo atos considerados cruéis e moralmente condenáveis pelos padrões da época, ou em sermões religiosos que denunciavam pecados graves.

Século XX

Utilizada em obras literárias e críticas para descrever regimes totalitários, crimes de guerra ou comportamentos sociais considerados desumanos, como em obras de Graciliano Ramos ou Jorge Amado, que retratavam mazelas sociais.

Vida emocional

A palavra 'execrável' evoca sentimentos de repulsa intensa, horror, indignação moral e condenação. Está associada a um forte julgamento negativo e a uma aversão profunda.

Comparações culturais

Inglês: 'Execrable' (com origem no latim 'execrabilis') mantém um sentido muito similar de abominável, detestável, odioso. Espanhol: 'Execrable' (também do latim 'execrabilis') compartilha o mesmo significado de abominável, detestável, digno de execração. Francês: 'Exécrable' (do latim 'execrabilis') possui o mesmo sentido de abominável, detestável, odioso.

Relevância atual

A palavra 'execrável' ainda é utilizada no português brasileiro, especialmente em contextos formais, jornalísticos e literários, para descrever atos, situações ou objetos que inspiram profunda repulsa e condenação moral. Seu uso é menos comum no discurso informal, onde termos mais brandos são preferidos, mas sua força expressiva a mantém relevante para enfatizar a gravidade de algo.

Origem Etimológica e Entrada no Português

Século XIV/XV — Deriva do latim 'execrabilis', que significa 'digno de execração', 'amaldiçoado', 'abominável'. A palavra chegou ao português através do latim medieval, refletindo um vocabulário mais formal e erudito.

Uso Formal e Literário

Séculos XVI-XIX — 'Execrável' era empregada em contextos formais, literários e religiosos para descrever algo ou alguém que inspirava profundo horror, repulsa ou condenação moral. Era comum em textos que tratavam de pecado, maldição ou atos hediondos.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade — Mantém seu sentido original de abominável e detestável, mas seu uso se tornou menos frequente no discurso cotidiano, sendo mais comum em contextos que exigem ênfase na gravidade de algo ou em registros mais formais.

execrável

Do latim 'execrabilis', de 'execrari' (amaldiçoar, detestar).

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