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exegética

Do grego 'exēgētikós', relativo a 'exēgēsis' (explicação, interpretação).

Origem

Século IV d.C.

Do grego 'exēgētikos', que significa 'relativo à explicação' ou 'interpretativo'. Deriva do verbo grego 'exēgeisthai', que significa 'explicar', 'interpretar', 'conduzir para fora'.

Mudanças de sentido

Antiguidade Clássica e Tardia

O termo grego e sua forma latina 'exegeticus' referiam-se à interpretação de textos, especialmente os sagrados (Bíblia, Torá) e filosóficos (Platão, Aristóteles), buscando o sentido original e a intenção do autor.

Idade Média e Renascimento

Mantém o sentido de interpretação textual rigorosa, aplicada a textos religiosos, jurídicos e clássicos. A exegese torna-se uma ferramenta fundamental para a teologia e a hermenêutica.

Século XX - Atualidade

O sentido de 'exegética' permanece estável como 'relativo à exegese', ou seja, à interpretação detalhada e crítica de textos. É um termo técnico em áreas como teologia, crítica literária, linguística e direito.

A palavra 'exegética' é formal e dicionarizada, como indicado no contexto RAG (Palavra formal/dicionarizada). Seu uso é especializado e não sofreu as ressignificações populares de outras palavras.

Primeiro registro

Latim Eclesiástico/Acadêmico

O termo latino 'exegeticus' aparece em textos patrísticos e medievais. A entrada no português se dá gradualmente, com registros mais claros em obras acadêmicas e teológicas a partir do Renascimento.

Momentos culturais

Reforma Protestante (Século XVI)

A ênfase na interpretação individual das Escrituras (Sola Scriptura) impulsionou o desenvolvimento de métodos exegéticos, tornando o termo 'exegética' relevante em debates teológicos.

Iluminismo (Século XVIII)

A aplicação do método crítico e racional aos textos sagrados e clássicos fortaleceu o uso de abordagens exegéticas na academia.

Século XX

A exegese bíblica e a crítica literária continuam a ser campos de estudo onde o termo 'exegética' é amplamente empregado em publicações acadêmicas.

Comparações culturais

Inglês: 'exegetical' - termo técnico similar, usado em teologia, crítica literária e estudos bíblicos. Espanhol: 'exegético' - equivalente direto, com o mesmo uso formal e especializado. Francês: 'exégétique' - idêntico em significado e aplicação. Alemão: 'exegetisch' - também um termo técnico em estudos teológicos e filológicos.

Relevância atual

A palavra 'exegética' mantém sua relevância em âmbitos acadêmicos e especializados, como teologia, estudos bíblicos, crítica literária e linguística. É um termo técnico que denota um tipo específico de análise textual, caracterizado pela profundidade e rigor.

Origem Etimológica e Entrada no Latim

Século IV d.C. - Deriva do grego 'exēgētikos', relacionado a 'exēgeisthai' (explicar, conduzir para fora, interpretar). A palavra latina 'exegeticus' surge como um termo técnico para interpretação textual, especialmente de textos religiosos e filosóficos.

Evolução e Entrada no Português

Idade Média - Século XIX - A palavra 'exegética' e seu derivado 'exegese' entram no vocabulário português, provavelmente através do latim eclesiástico e acadêmico. Seu uso é restrito a círculos intelectuais, teológicos e jurídicos, mantendo o sentido de interpretação rigorosa de textos.

Uso Contemporâneo no Português Brasileiro

Século XX - Atualidade - 'Exegética' mantém seu uso formal em estudos acadêmicos, teológicos e literários. É uma palavra dicionarizada, reconhecida por sua especificidade semântica, e raramente aparece em contextos informais ou populares.

exegética

Do grego 'exēgētikós', relativo a 'exēgēsis' (explicação, interpretação).

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