existencialidade
Derivado de 'existencial' + sufixo '-idade'.
Origem
Formada a partir do adjetivo 'existencial' (do latim 'existentia', ato de existir) com o acréscimo do sufixo '-idade', que denota qualidade ou estado. Refere-se à condição ou qualidade de ser existencial.
Mudanças de sentido
Primariamente ligada à filosofia existencialista, referindo-se à natureza da existência humana, à liberdade, à escolha e à angústia inerente à condição de ser. O sentido era profundamente filosófico e introspectivo.
Expande-se para abranger a qualidade ou o estado de algo ser existencial em um sentido mais amplo, não restrito apenas à filosofia. Pode ser usada para descrever a realidade concreta de uma situação ou a profundidade de uma experiência.
Embora a raiz filosófica permaneça, o uso contemporâneo pode se referir à 'existencialidade' de um problema, de um sentimento ou de uma condição, indicando sua fundamental importância ou sua natureza intrínseca à existência.
Primeiro registro
O termo começa a aparecer em publicações acadêmicas e traduções de obras filosóficas, especialmente ligadas a pensadores como Jean-Paul Sartre e Albert Camus. A documentação exata é difusa, mas o uso se consolida nesse período.
Momentos culturais
A popularização do existencialismo na literatura e no cinema europeu e, posteriormente, no Brasil, trouxe o conceito de 'existencialidade' para o debate cultural, associado a temas de liberdade, responsabilidade e o absurdo da vida.
A palavra pode ser encontrada em obras literárias brasileiras que exploram a condição humana e em discussões sobre saúde mental e autoconhecimento, onde a 'existencialidade' se refere à profundidade da experiência de ser.
Comparações culturais
Inglês: 'Existentiality' é um termo menos comum, com 'existentialism' e 'existence' sendo mais prevalentes. O conceito é frequentemente discutido usando outras formulações. Espanhol: 'Existencialidad' é um termo mais direto e usado em contextos filosóficos e psicológicos similares ao português. Francês: 'Existentialité' é o termo correspondente, diretamente ligado à filosofia existencialista francesa.
Relevância atual
A palavra 'existencialidade' mantém sua relevância em círculos acadêmicos (filosofia, psicologia) e literários. Seu uso em discussões mais amplas, embora menos frequente que 'existência' ou 'existencial', denota uma profundidade conceitual sobre a natureza do ser e da realidade.
Origem Etimológica
Século XX — Derivação do termo 'existencial', que por sua vez vem do latim 'existentia', significando 'o ato de estar fora' ou 'estar presente'. O sufixo '-idade' indica qualidade ou estado.
Entrada e Consolidação na Língua Portuguesa
Meados do século XX — A palavra 'existencialidade' surge no vocabulário acadêmico e filosófico, especialmente influenciada pelo existencialismo europeu. Ganha tração em discussões sobre a condição humana, liberdade e responsabilidade.
Uso Contemporâneo e Expansão
Final do século XX e Atualidade — A palavra transcende o meio acadêmico, sendo utilizada em contextos psicológicos, literários e até em discussões cotidianas sobre o sentido da vida e a autenticidade. É reconhecida como uma palavra formal/dicionarizada.
Derivado de 'existencial' + sufixo '-idade'.