existencialista

Derivado de 'existência' + sufixo '-al' + sufixo '-ista'.

Origem

Meados do século XX

Derivação do francês 'existentialisme', que por sua vez se baseia no latim 'existentia' (existência). O sufixo '-ista' indica adesão a uma doutrina ou corrente.

Mudanças de sentido

Meados do século XX

Inicialmente, estritamente ligado à corrente filosófica que enfatiza a liberdade individual, a responsabilidade e a subjetividade. O ser precede a essência.

Segunda metade do século XX - Atualidade

Ampliação para descrever um modo de ser ou uma postura diante da vida, marcada pela consciência da liberdade e da finitude, e pela busca por autenticidade e sentido em um mundo sem valores predefinidos. → ver detalhes

Em uso mais amplo, 'existencialista' pode descrever alguém que se sente sobrecarregado pela liberdade de escolha ou que reflete profundamente sobre o propósito de sua existência, mesmo sem aderir formalmente à filosofia.

Primeiro registro

Meados do século XX

A entrada do termo no português brasileiro coincide com a difusão das obras de filósofos como Jean-Paul Sartre, Albert Camus e Simone de Beauvoir, a partir de traduções e discussões acadêmicas e culturais no país.

Momentos culturais

Meados do século XX

A popularização do existencialismo na literatura e no cinema, com obras como 'O Estrangeiro' de Camus e 'A Náusea' de Sartre, influenciou a percepção cultural do termo no Brasil.

Segunda metade do século XX

Debates intelectuais em universidades e círculos literários sobre a relevância do existencialismo para a condição humana no contexto brasileiro.

Comparações culturais

Meados do século XX - Atualidade

Inglês: 'Existentialist' (mesma origem e uso filosófico e cultural). Espanhol: 'Existencialista' (idêntica formação e aplicação). Francês: 'Existentialiste' (idioma de origem de muitos dos principais expoentes do movimento, com uso similar). Alemão: 'Existenzialist' (termo ligado às raízes filosóficas alemãs do existencialismo, como Kierkegaard e Heidegger).

Relevância atual

Atualidade

O termo 'existencialista' permanece relevante em discussões acadêmicas e filosóficas. Em um contexto mais amplo, a ênfase na busca por sentido e autenticidade ressoa em debates contemporâneos sobre saúde mental, propósito de vida e individualismo.

Origem Filosófica e Entrada no Português

Meados do século XX — O termo 'existencialista' surge no português brasileiro como um reflexo direto da popularização do existencialismo filosófico europeu, especialmente após a Segunda Guerra Mundial. A palavra é um derivado de 'existencialismo', que por sua vez vem do francês 'existentialisme', cunhado por intelectuais como Jean-Paul Sartre.

Consolidação e Uso Acadêmico/Cultural

Segunda metade do século XX — 'Existencialista' se estabelece no vocabulário acadêmico e cultural brasileiro, associado a discussões sobre liberdade, responsabilidade, angústia e o sentido da vida. É frequentemente empregado em análises literárias, filosóficas e artísticas.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Atualidade — O termo 'existencialista' mantém seu uso formal em contextos filosóficos e acadêmicos, mas também pode ser usado de forma mais coloquial para descrever atitudes ou estilos de vida que priorizam a autenticidade, a escolha individual e a busca por significado em um mundo percebido como absurdo ou sem propósito inerente. A palavra é formal/dicionarizada.

existencialista

Derivado de 'existência' + sufixo '-al' + sufixo '-ista'.

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