existira
Do latim 'existere'.
Origem
Deriva do verbo latino 'existere', que significa 'surgir', 'aparecer', 'ser'. A forma 'existira' é uma conjugação verbal específica (futuro do subjuntivo ou pretérito imperfeito do indicativo).
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'existir' (ter existência) é mantido. A forma 'existira' carrega a nuance de uma ação ou estado que 'existiria' sob uma condição, ou que 'existiu' em um tempo passado não especificado, mas com uma conotação de possibilidade ou hipótese.
A função gramatical de expressar uma condição ou hipótese no passado ou futuro é o principal 'sentido' da forma 'existira', mais do que uma mudança semântica do verbo 'existir' em si.
Primeiro registro
Registros em textos em português arcaico, derivados do latim, onde a conjugação verbal já se estabelecia. A documentação exata do primeiro uso é difícil de precisar, mas a estrutura gramatical remonta ao latim.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas e textos filosóficos, onde a precisão gramatical era valorizada para expressar ideias complexas e hipotéticas.
Utilizada em gramáticas normativas que buscavam codificar o uso correto da língua portuguesa.
Comparações culturais
Inglês: A forma correspondente seria o 'would exist' (condicional) ou 'if it existed' (subjuntivo), dependendo do contexto da frase hipotética. Espanhol: Corresponde ao futuro de subjuntivo ('existiera') ou ao pretérito imperfeito do subjuntivo ('existiría' em algumas construções), ambos usados para expressar hipóteses ou desejos. Francês: 'existerait' (condicional) ou 'existât' (subjuntivo).
Relevância atual
A forma 'existira' é uma palavra formal e dicionarizada, usada em contextos que exigem precisão gramatical, como na escrita acadêmica, jurídica ou literária. Seu uso é menos comum na linguagem coloquial falada, onde formas mais simples ou outras construções podem ser preferidas, mas é perfeitamente compreendida e gramaticalmente correta.
Origem Latina e Formação
Séculos IV-V d.C. — O verbo latino 'existere' (surgir, aparecer, ser) é a raiz. A forma 'existira' é o futuro do subjuntivo ou pretérito imperfeito do indicativo em latim, indicando uma condição ou possibilidade.
Entrada e Consolidação no Português
Idade Média — A palavra 'existir' e suas conjugações, incluindo 'existira', entram no vocabulário do português arcaico, herdadas do latim vulgar. O uso se consolida em textos religiosos e administrativos.
Uso Literário e Clássico
Séculos XVI-XVIII — 'Existira' é empregada em textos literários e filosóficos, frequentemente em construções hipotéticas ou de desejo, refletindo a estrutura gramatical herdada do latim.
Uso Contemporâneo e Dicionarizado
Século XIX - Atualidade — A forma 'existira' é reconhecida como uma conjugação válida e formal do verbo 'existir', utilizada em contextos gramaticalmente específicos, especialmente em períodos compostos ou em linguagem mais formal.
Do latim 'existere'.