experimentara
Do latim 'experimentare', que significa 'tentar, provar, experimentar'.
Origem
Do latim 'experiri', que significa 'tentar', 'provar', 'passar por'. A raiz 'periri' (cair, perecer) com o prefixo 'ex-' (para fora) sugere a ideia de 'tentar para fora', 'testar'.
Mudanças de sentido
O verbo 'experiri' abarcava sentidos de testar, provar, sentir, vivenciar, sofrer.
O verbo 'experimentar' manteve os sentidos de testar, provar, sentir, vivenciar, sofrer, além de adquirir o sentido de 'realizar um experimento científico'.
O verbo 'experimentar' mantém os sentidos de provar, sentir, vivenciar, sofrer, testar, mas a forma 'experimentara' especificamente se restringe ao contexto gramatical de ação passada anterior a outra ação passada.
A forma 'experimentara' é um tempo verbal que, embora correto, cedeu espaço no uso coloquial a construções perifrásticas como 'tinha experimentado' para expressar a mesma relação temporal.
Primeiro registro
Registros da forma verbal 'experimentara' podem ser encontrados em textos medievais em português, refletindo a gramática latina herdada.
Momentos culturais
Presente em obras literárias e documentos oficiais que seguiam a norma culta da época, como em relatos de viagens, crônicas e romances históricos.
Utilizada em obras literárias de autores como Machado de Assis, Guimarães Rosa e Clarice Lispector, em contextos que demandavam precisão temporal e um registro formal.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente em inglês seria o Past Perfect (ex: 'had experienced'), que também indica uma ação passada anterior a outra ação passada e é amplamente utilizada. Espanhol: O Pretérito Pluscuamperfecto de Indicativo (ex: 'había experimentado') cumpre a mesma função gramatical e é de uso comum. Francês: O Plus-que-parfait de l'indicatif (ex: 'avait expérimenté') também é usado para expressar a mesma relação temporal.
Relevância atual
A forma 'experimentara' mantém sua relevância no estudo da gramática normativa do português brasileiro, sendo um elemento importante para a compreensão da estrutura temporal dos verbos. Seu uso é restrito a contextos formais e acadêmicos, contrastando com a preferência por construções perifrásticas na linguagem coloquial.
Origem Etimológica
Do latim 'experiri', que significa 'tentar', 'provar', 'passar por'. Deriva de 'periri', que significa 'cair', 'perecer', com o prefixo 'ex-' indicando 'para fora'. Assim, a ideia original é 'tentar para fora', 'experimentar algo para ver o resultado'.
Entrada e Evolução no Português
O verbo 'experimentar' e suas conjugações, incluindo 'experimentara', foram incorporados ao português através do latim vulgar, com o desenvolvimento da língua. A forma 'experimentara' é o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada.
Uso Formal e Literário
A forma 'experimentara' é predominantemente encontrada em textos formais, literários e acadêmicos, onde a gramática normativa é rigorosamente seguida. Seu uso denota um registro linguístico mais elevado e uma estrutura temporal específica.
Uso Contemporâneo
Embora gramaticalmente correta, a forma 'experimentara' é raramente utilizada na fala cotidiana e em contextos informais no português brasileiro contemporâneo. É mais comum o uso do pretérito perfeito composto ('tinha experimentado') ou do pretérito mais-que-perfeito composto ('tinha experimentado') para expressar a mesma ideia temporal.
Do latim 'experimentare', que significa 'tentar, provar, experimentar'.