extinguem-se
Do latim 'extinguere'.
Origem
Do latim 'extinguere', composto por 'ex-' (fora, completamente) e 'stinguere' (apagar, apagar o fogo). O sentido original remete à ação de apagar um fogo, extinguir uma chama.
Mudanças de sentido
Principalmente 'apagar', 'cessar', 'aniquilar', 'destruir'.
Mantém os sentidos originais, mas expande para incluir a extinção de espécies, direitos, contratos, sentimentos, etc. 'Extinguem-se' refere-se à ação de algo que cessa de existir ou de ter validade.
O uso de 'extinguem-se' em contextos de preservação ambiental (espécies que se extinguem) ou em discussões sobre direitos e leis (direitos que se extinguem) é proeminente. A forma verbal carrega um peso de finalidade e irreversibilidade.
Em discussões sobre biodiversidade, 'extinguem-se' é uma palavra-chave para descrever a perda de espécies. Em contextos jurídicos, refere-se ao fim da validade de algo. Em um sentido mais figurado, pode descrever o fim de sentimentos ou relações.
Primeiro registro
Registros de textos em português antigo já apresentam o verbo 'extinguir' e suas conjugações, embora a forma exata 'extinguem-se' possa variar em grafia e posicionamento do pronome dependendo do manuscrito. A ênclise era a norma.
Momentos culturais
Presente em obras literárias para descrever o fim de impérios, linhagens nobres, ou mesmo o desaparecimento de costumes e tradições.
Usado em leis, decretos e discursos para formalizar o fim de direitos, obrigações ou entidades. 'Extinguem-se os direitos do réu.'
Frequente em documentários sobre a natureza para alertar sobre a extinção de espécies. 'Milhares de espécies se extinguem a cada ano.'
Comparações culturais
Inglês: 'they become extinct' (para espécies), 'they cease to exist', 'they are extinguished'. A estrutura em português com o pronome oblíquo 'se' em ênclise ('extinguem-se') é mais formal e específica do que o uso mais direto em inglês. Espanhol: 'se extinguen'. O espanhol utiliza uma estrutura similar com o pronome reflexivo 'se' antes do verbo (próclise) ou após (ênclise, menos comum em algumas regiões), refletindo uma tendência mais geral de uso do pronome. Francês: 'ils s'éteignent' (literalmente 'eles se apagam', usado para fogo e também para espécies). A estrutura reflexiva é comum.
Relevância atual
A forma 'extinguem-se' mantém sua relevância em contextos formais, acadêmicos e científicos, especialmente em discussões sobre biodiversidade, direito e história. A contrapartida coloquial 'se extinguem' é mais comum na fala cotidiana, mas a forma ênclitica ainda é vista como mais precisa e formal, conferindo um tom de autoridade ao que é dito.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'extinguir' deriva do latim 'extinguere', que significa apagar, apagar o fogo, destruir, aniquilar. A forma 'extinguem-se' é uma construção gramatical que se consolida com a evolução do português.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média a Século XIX - O verbo 'extinguir' e suas conjugações, incluindo 'extinguem-se', eram usados em contextos formais, religiosos e legais, referindo-se à cessação de algo, como um fogo, uma vida, uma dívida ou uma linhagem. A ênclise do pronome 'se' era a norma gramatical.
Evolução Gramatical e Uso Contemporâneo
Século XX até Atualidade - Com a simplificação da gramática e a influência do português brasileiro, a próclise (antes do verbo) tornou-se mais comum em muitos contextos, especialmente na fala coloquial ('se extinguem'). No entanto, a ênclise ('extinguem-se') permanece correta em contextos formais, escrita e em início de frase, mantendo seu peso semântico e formal.
Do latim 'extinguere'.