extinguira
Do latim 'extinguere'.
Origem
Do verbo latino 'extinguere', com o sentido de apagar, fazer cessar, aniquilar.
Formação do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, 'extinguira', para expressar uma ação passada anterior a outra ação passada.
Mudanças de sentido
Extinguere: apagar, extinguir, aniquilar.
Extinguira: ação concluída antes de outra ação passada. O sentido gramatical permaneceu estável, mas o uso da forma verbal tornou-se menos frequente.
A forma 'extinguira' é raramente usada, sendo substituída por construções analíticas. O verbo 'extinguir' mantém seu sentido de cessar, acabar, apagar, mas a conjugação específica é arcaica.
A tendência geral na língua portuguesa é a simplificação das formas verbais complexas, favorecendo construções analíticas. Isso levou ao declínio do uso do pretérito mais-que-perfeito simples em favor de formas compostas ou perifrásticas.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português, como crônicas e documentos legais, onde a conjugação do pretérito mais-que-perfeito simples era comum.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Camões, Fernão Lopes e outros cronistas, onde a precisão temporal era valorizada.
Descrita e ensinada em gramáticas normativas como uma forma verbal correta, embora de uso restrito.
Comparações culturais
Inglês: A forma correspondente seria o 'pluperfect' (past perfect), como em 'had extinguished'. O uso de formas verbais simples para expressar anterioridade passada é menos comum em inglês moderno. Espanhol: Similar ao português, possui o pretérito pluscuamperfecto ('había extinguido'), e o pretérito perfecto simple ('extinguió') é mais comum na fala, com o pluscuamperfecto simples ('extinguiera'/'extinguiese') sendo mais literário ou formal. Francês: Possui o 'plus-que-parfait' ('avait éteint'), que cumpre função similar. A tendência de simplificação de formas verbais complexas é observada em diversas línguas românicas.
Relevância atual
A forma verbal 'extinguira' é considerada arcaica e de uso restrito a contextos acadêmicos, literários ou de estudo da língua portuguesa antiga. Na comunicação cotidiana, é praticamente inexistente, substituída por formas verbais mais simples e analíticas. O verbo 'extinguir' em si, contudo, mantém sua relevância em contextos como extinção de espécies, incêndios, dívidas, contratos, etc.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - Deriva do latim 'extinguere', que significa apagar, apagar, extinguir. A forma 'extinguira' é o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo do verbo extinguir, indicando uma ação concluída antes de outra ação passada.
Uso Literário e Formal
Séculos XV-XIX - A forma 'extinguira' é encontrada em textos literários e formais, mantendo seu sentido gramatical de anterioridade temporal em relação a um evento passado. Seu uso é restrito a contextos que exigem precisão temporal e formalidade.
Uso Contemporâneo e Declínio
Século XX - Atualidade - O pretérito mais-que-perfeito simples ('extinguira') é raramente utilizado na fala e escrita contemporâneas, sendo substituído pelo pretérito perfeito composto ('tinha extinguido') ou pelo pretérito mais-que-perfeito composto ('houvera extinguido') em contextos formais. A palavra 'extinguir' em si permanece em uso, mas a conjugação específica 'extinguira' é considerada arcaica.
Do latim 'extinguere'.