falsificabilidade

Do latim 'falsus' (falso) + sufixo '-ficare' (tornar) + sufixo '-bilis' (possibilidade) + sufixo '-dade' (qualidade).

Origem

Século XX

Conceito filosófico introduzido por Karl Popper. Deriva do inglês 'falsifiability', do latim 'falsificare' (falsus + facere).

Mudanças de sentido

Meados do Século XX

Critério de demarcação entre ciência e pseudociência: a capacidade de uma teoria ser refutada por evidências empíricas.

Final do Século XX - Atualidade

Ampliação para o debate sobre a confiabilidade de informações e a robustez de argumentos em diversas áreas, não apenas na ciência estrita.

A noção de falsificabilidade, embora técnica, permeia discussões sobre 'fake news' e a necessidade de evidências verificáveis, tornando o conceito mais acessível e relevante em contextos não acadêmicos.

Primeiro registro

Meados do Século XX

Traduções e estudos sobre a obra de Karl Popper no Brasil e em Portugal. A entrada no léxico científico e filosófico formal.

Momentos culturais

Século XX

A obra de Karl Popper e o debate sobre o método científico influenciam o pensamento acadêmico e a educação científica.

Século XXI

A ascensão da internet e a proliferação de desinformação trazem à tona a importância do pensamento crítico e da verificabilidade, ecoando o princípio da falsificabilidade em discussões públicas.

Comparações culturais

Século XX - Atualidade

Inglês: 'falsifiability' (termo original de Popper, amplamente utilizado na filosofia da ciência e em discussões sobre metodologia). Espanhol: 'falsabilidad' (termo equivalente, com uso similar em contextos acadêmicos e científicos). Alemão: 'Falsifizierbarkeit' (termo original em 'Logik der Forschung'). Francês: 'falsifiabilité' (termo empregado em traduções e estudos sobre Popper).

Relevância atual

Atualidade

A 'falsificabilidade' continua sendo um pilar na filosofia da ciência e um conceito fundamental para a distinção entre teorias científicas e não científicas. Sua relevância se estende a discussões sobre a credibilidade de informações na era digital e a importância do ceticismo metodológico.

Origem Conceitual e Etimológica

Século XX — O termo 'falsificabilidade' (em inglês, 'falsifiability') foi cunhado pelo filósofo Karl Popper em sua obra 'A Lógica da Pesquisa Científica' (originalmente 'Logik der Forschung', 1934). Deriva do verbo inglês 'to falsify' (falsificar, tornar falso), que por sua vez tem origem no latim 'falsificare', composto de 'falsus' (falso) e 'facere' (fazer).

Entrada e Consolidação no Português

Meados do Século XX — A palavra 'falsificabilidade' entra no vocabulário acadêmico e científico do português, principalmente através de traduções e discussões sobre a obra de Popper e a filosofia da ciência. Sua adoção é gradual, restrita a círculos especializados.

Uso Contemporâneo e Expansão

Final do Século XX e Atualidade — O termo 'falsificabilidade' transcende o nicho da filosofia da ciência, sendo utilizado em discussões sobre metodologia científica, pensamento crítico e até em debates sobre a veracidade de informações e teorias em diversas áreas do conhecimento. A palavra é formal/dicionarizada, conforme indicado em 4_lista_exaustiva_portugues.txt.

falsificabilidade

Do latim 'falsus' (falso) + sufixo '-ficare' (tornar) + sufixo '-bilis' (possibilidade) + sufixo '-dade' (qualidade).

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