Palavras

falta-de-piedade

Composto de 'falta' (do latim 'fallere') e 'piedade' (do latim 'pietas').

Origem

Formação do Português

A expressão é uma construção analítica em português, formada pela junção do substantivo 'falta' (do latim 'fallere', significando falha, ausência) e do substantivo 'piedade' (do latim 'pietas', significando devoção, compaixão, misericórdia). Não há uma origem única para a expressão composta, mas sim a combinação de elementos lexicais já existentes.

Mudanças de sentido

Idade Média

Associada à ausência de compaixão divina ou humana, vista como um pecado ou falha moral grave.

Séculos XVI-XIX

Usada para descrever a crueldade em contextos de exploração e violência, como na escravidão e em guerras.

Século XX-Atualidade

Amplia-se para criticar a insensibilidade em sistemas sociais, políticos e econômicos, como a falta de empatia em políticas públicas ou decisões corporativas. → ver detalhes

No contexto contemporâneo, 'falta de piedade' pode ser aplicada a situações que vão desde a crueldade individual até a frieza de sistemas que negligenciam o sofrimento humano. A expressão mantém seu peso negativo, mas seu escopo de aplicação se expande para abranger questões de justiça social e direitos humanos.

Primeiro registro

Séculos XVI-XVII

Registros em textos religiosos e crônicas históricas do período colonial brasileiro, descrevendo atos de crueldade e insensibilidade. A expressão é encontrada em sermões e relatos de viajantes.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que retratam a dureza da vida no Brasil Imperial, como em romances abolicionistas ou relatos de viagens.

Século XX

Utilizada em discursos políticos e em canções de protesto para denunciar injustiças sociais e a repressão.

Atualidade

Emprego frequente em debates sobre direitos humanos, violência policial e desigualdade social em notícias e redes sociais.

Conflitos sociais

Período Colonial e Imperial

Associada à crueldade da escravidão e à violência contra populações indígenas e pobres.

Século XX-Atualidade

Usada para criticar a falta de empatia em políticas de segurança pública, sistemas de justiça criminal e a exploração trabalhista.

Vida emocional

Desde a origem

A expressão carrega um peso emocional intrinsecamente negativo, associado a sentimentos de repulsa, indignação e condenação. Evoca a ausência de qualidades humanas consideradas essenciais como compaixão e misericórdia.

Vida digital

Atualidade

A expressão é frequentemente utilizada em comentários de notícias e posts em redes sociais para criticar a insensibilidade de figuras públicas, empresas ou decisões governamentais. Pode aparecer em hashtags de protesto ou em discussões sobre temas polêmicos.

Representações

Século XX-Atualidade

Presente em filmes, séries e novelas que abordam temas de injustiça social, violência e crueldade, onde personagens ou situações exemplificam a 'falta de piedade'.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'lack of mercy', 'ruthlessness', 'heartlessness'. Espanhol: 'falta de piedad', 'crueldad', 'despiadado'. Francês: 'manque de pitié', 'cruauté'. Alemão: 'Mangel an Barmherzigkeit', 'Schonungslosigkeit'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'falta de piedade' mantém sua relevância como um termo crítico para descrever e condenar atos de insensibilidade, crueldade e ausência de compaixão em diversas esferas da vida social, política e individual. É um termo recorrente em debates éticos e morais contemporâneos.

Formação do Português

Séculos XII-XIII — Formação do vocabulário português a partir do latim vulgar e influências germânicas e árabes. A palavra 'falta' deriva do latim 'fallere' (enganar, falhar) e 'piedade' do latim 'pietas' (devoção, compaixão). A junção em 'falta de piedade' surge como uma construção analítica para expressar a ausência de uma qualidade.

Período Colonial e Imperial

Séculos XVI-XIX — Uso em contextos religiosos e morais, frequentemente associado à ausência de compaixão divina ou humana em atos de crueldade, como na escravidão e em conflitos. A expressão é usada em sermões, relatos históricos e literatura para descrever a dureza de corações.

Período Moderno e Contemporâneo

Século XX-Atualidade — A expressão se mantém em uso, mas ganha nuances em discussões sobre direitos humanos, justiça social e ética. É empregada em discursos políticos, jurídicos e midiáticos para criticar a insensibilidade de instituições ou indivíduos.

falta-de-piedade

Composto de 'falta' (do latim 'fallere') e 'piedade' (do latim 'pietas').

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