Palavras

falta-de-senso

Composição por justaposição de 'falta' (do latim 'fallita', particípio passado de 'fallere', falhar, enganar) e 'senso' (do latim 'sensus', sentimento, juízo, entendimento).

Origem

Século XIX - Início do século XX

Composta pela junção de 'falta', do latim *fallita* (particípio passado de *fallere*, que significa enganar, falhar, não cumprir), e 'senso', do latim *sensus* (sentimento, percepção, juízo, entendimento). A combinação descreve a ausência de juízo ou entendimento lógico.

Mudanças de sentido

Século XX

Inicialmente, descrevia a ausência de raciocínio lógico ou prudência em ações individuais. Com o tempo, passou a abranger também a falta de bom senso em declarações públicas e decisões coletivas.

Anos 2000 - Atualidade

A expressão mantém seu sentido original, mas ganha um tom mais pejorativo e irônico no ambiente digital, sendo frequentemente usada para desqualificar argumentos ou comportamentos considerados absurdos ou irracionais. → ver detalhes

No contexto digital, 'falta-de-senso' é frequentemente empregada de forma sarcástica para criticar a irracionalidade de decisões políticas, declarações de celebridades ou comportamentos sociais considerados ilógicos ou prejudiciais. A agilidade da internet permite que a expressão seja aplicada rapidamente a eventos correntes, tornando-a um termo comum em debates online e comentários.

Primeiro registro

Início do século XX

Registros em jornais e literatura da época indicam o uso da locução para descrever comportamentos imprudentes ou decisões ilógicas em contextos sociais e políticos. (Referência: corpus_literatura_brasileira_secXX.txt)

Momentos culturais

Meados do século XX

Presente em crônicas e obras literárias que retratam o cotidiano e as contradições sociais brasileiras, como forma de crítica velada ou explícita. (Referência: corpus_literatura_brasileira_secXX.txt)

Anos 2010 - Atualidade

Tornou-se um termo recorrente em memes e discussões nas redes sociais, especialmente em períodos de polarização política e debates sobre temas sociais controversos. (Referência: corpus_redes_sociais_memes.txt)

Conflitos sociais

Anos 2010 - Atualidade

Utilizada frequentemente para desqualificar opositores em debates políticos e sociais, associando suas ideias ou ações a uma suposta ausência de lógica ou racionalidade. A expressão pode ser vista como um marcador de polarização.

Vida emocional

Século XX - Atualidade

A palavra carrega um peso negativo, associado à crítica, desaprovação e, por vezes, ao desprezo. No uso digital, pode ter um tom de indignação ou escárnio.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

Altamente presente em plataformas como Twitter, Facebook e Instagram, usada em comentários, hashtags e memes para criticar eventos e comportamentos. (Referência: corpus_redes_sociais_memes.txt)

Anos 2010 - Atualidade

Viraliza em discussões sobre política, celebridades e decisões públicas que são percebidas como ilógicas ou absurdas. (Referência: corpus_redes_sociais_memes.txt)

Representações

Século XX - Atualidade

Presente em diálogos de novelas, filmes e séries brasileiras para caracterizar personagens ou criticar situações, refletindo o uso coloquial da expressão.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'lack of common sense' ou 'nonsense'. Espanhol: 'falta de sentido común' ou 'absurdo'. Francês: 'manque de bon sens' ou 'non-sens'. Alemão: 'Unverstand' ou 'Unsinn'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'falta-de-senso' mantém sua relevância como um termo crítico e descritivo no português brasileiro, especialmente no ambiente digital, onde é amplamente utilizada para comentar e desqualificar ações e discursos considerados ilógicos ou irracionais em diversos âmbitos da vida pública e privada.

Formação e Composição

Século XIX - Início do século XX: Formação da locução a partir de 'falta' (do latim *fallita*, particípio passado de *fallere*, enganar, falhar) e 'senso' (do latim *sensus*, sentimento, percepção, juízo). A junção cria um termo que descreve a ausência de uma qualidade mental esperada.

Consolidação e Uso

Século XX - Meados do século XX: A expressão se consolida no vocabulário coloquial e formal para descrever ações ou falas ilógicas, imprudentes ou sem bom juízo. Começa a ser utilizada em contextos de crítica social e comportamental.

Ressignificação e Vida Digital

Anos 2000 - Atualidade: A expressão ganha nova vida com a internet e as redes sociais. É usada em memes, comentários e discussões online para criticar comportamentos absurdos, decisões políticas ou declarações públicas sem fundamento. O termo se torna mais ágil e, por vezes, irônico.

falta-de-senso

Composição por justaposição de 'falta' (do latim 'fallita', particípio passado de 'fallere', falhar, enganar) e 'senso' (do latim 'sensus',…

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