falta-de-sentido
Locução substantiva formada pelas palavras 'falta' (do latim 'falta') e 'sentido' (do latim 'sensu').
Origem
Composição de 'falta' (do latim 'fallita', falhar, enganar) e 'sentido' (do latim 'sensu', percepção, significado). Expressa a ausência de lógica ou coerência.
Mudanças de sentido
Expressão literal para a ausência de significado ou propósito.
Associada a conceitos filosóficos de absurdo e falta de propósito existencial. → ver detalhes
Em contextos filosóficos e literários, 'falta-de-sentido' adquire um peso maior, ligando-se a correntes de pensamento que questionam a ordem e a lógica do universo, como o absurdismo e o existencialismo. Pode descrever a condição humana ou a natureza da realidade.
Popularizada para descrever conteúdos sem nexo, piadas ruins ou situações bizarras na internet e no cotidiano. → ver detalhes
No uso contemporâneo, especialmente na internet, 'falta-de-sentido' é frequentemente usada de forma mais leve e irônica. Pode descrever um meme que não faz sentido, uma notícia absurda ou uma situação cômica pela sua falta de lógica. A expressão se torna um comentário rápido sobre o inesperado ou o ilógico.
Primeiro registro
Presença em textos literários e gramaticais da época, indicando a formação da palavra como um composto.
Momentos culturais
Influência em obras literárias e teatrais do absurdo, como as de Samuel Beckett e Eugène Ionesco, que exploram a falta de sentido da existência.
Popularização em memes e conteúdos virais na internet, onde a 'falta-de-sentido' é frequentemente celebrada como forma de humor.
Vida digital
Termo frequentemente usado em comentários de redes sociais para descrever vídeos, imagens ou textos sem lógica aparente.
Utilizado em hashtags como #faltadesentido para categorizar conteúdos humorísticos ou absurdos.
Buscas online por 'falta de sentido' podem estar relacionadas a discussões filosóficas ou à busca por entretenimento de humor absurdo.
Comparações culturais
Inglês: 'nonsense', 'meaninglessness'. Espanhol: 'sin sentido', 'absurdo'. Francês: 'non-sens', 'absurdité'. Alemão: 'Unsinn', 'Sinnlosigkeit'.
Relevância atual
A expressão 'falta-de-sentido' mantém sua relevância no português brasileiro, tanto em discussões sobre a condição humana e o absurdo quanto no contexto informal e humorístico da internet, refletindo a maneira como a sociedade lida com o ilógico e o inesperado.
Formação e Composição
Século XVI - Início da formação do português brasileiro. A palavra 'falta-de-sentido' surge como uma construção composta para expressar a ausência de significado lógico ou coerente. Deriva da junção de 'falta' (do latim 'fallita', particípio passado de 'fallere', falhar, enganar) e 'sentido' (do latim 'sensu', pelo sentido, percepção, significado).
Uso Literário e Filosófico
Séculos XIX e XX - A expressão ganha espaço em debates filosóficos e literários, especialmente com a influência do existencialismo e do absurdo. É utilizada para descrever situações, ideias ou obras que carecem de lógica ou propósito aparente.
Popularização e Uso Digital
Anos 2000 - Atualidade - A expressão se populariza no discurso cotidiano e na internet, muitas vezes de forma abreviada ou em contextos informais. Torna-se comum em redes sociais, fóruns e conversas online para descrever conteúdos sem nexo, piadas sem graça ou situações bizarras.
Locução substantiva formada pelas palavras 'falta' (do latim 'falta') e 'sentido' (do latim 'sensu').