faltemos
Origem incerta, possivelmente do latim 'fallere'.
Origem
Do verbo latino 'fallere', com significados como enganar, falhar, deixar de cumprir, estar ausente. A forma 'faltemos' é a conjugação da primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'falhar' ou 'estar ausente' é mantido. O subjuntivo 'faltemos' expressa uma possibilidade ou desejo de não falhar, de não ser omisso, ou de não faltar a um compromisso.
A forma 'faltemos' mantém seu significado gramatical, mas seu uso na fala cotidiana diminui em favor de construções mais diretas ou outras conjugações verbais. Permanece em contextos formais e literários.
Em vez de 'que não faltemos', falantes podem usar 'não vamos falhar', 'esperamos não falhar', ou 'que não falhemos' em contextos específicos. A complexidade do subjuntivo pode levar à simplificação no uso oral.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico e medieval já apresentam conjugações do verbo 'faltar' no subjuntivo, incluindo a forma 'faltemos', em documentos legais, religiosos e literários.
Momentos culturais
Presente em sermões religiosos e textos literários que abordavam deveres morais e sociais, onde a ideia de 'não faltar' a Deus ou à pátria era enfatizada.
Encontrada em obras literárias que retratam a formalidade da linguagem da época e em discursos políticos que clamavam por compromisso e ausência de omissão.
Comparações culturais
Inglês: A forma correspondente seria 'let us not fail' ou 'may we not fail', expressando o mesmo desejo ou incerteza no subjuntivo. Espanhol: 'faltemos' corresponde a 'faltemos' (primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo de 'faltar'), mantendo a estrutura e o sentido. Francês: 'ne manquions pas' (do verbo 'manquer').
Relevância atual
A palavra 'faltemos' é formalmente correta e gramaticalmente precisa, mas seu uso é restrito a contextos que demandam linguagem culta, como literatura, discursos formais, textos acadêmicos e religiosos. Na comunicação oral e informal, outras construções são preferidas para expressar a ideia de não falhar ou não ser omisso.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do verbo latino 'fallere', que significa enganar, falhar, faltar. A forma 'faltemos' surge como a primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo, indicando uma ação incerta, desejada ou hipotética relacionada à ausência ou insuficiência.
Evolução e Uso Formal
Séculos XIV-XIX — A palavra 'faltemos' consolida-se na língua portuguesa, mantendo seu uso gramatical em contextos formais, literários e religiosos, frequentemente expressando a ideia de 'que não falhemos' ou 'que não sejamos omissos'.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — 'Faltemos' continua sendo uma forma verbal correta e formal, encontrada em discursos, textos literários e situações que exigem precisão gramatical. Seu uso é menos comum na fala cotidiana, que tende a preferir construções mais simples ou outras formas verbais.
Origem incerta, possivelmente do latim 'fallere'.