fariam-de-conta

Composto de 'fariam' (verbo fazer) e 'de conta' (expressão que indica simulação).

Origem

Século XIX

Deriva da locução verbal 'fazer de conta', que remonta a períodos anteriores, mas cuja substantivação para 'fariam-de-conta' se consolida no século XIX. A base é o verbo 'fazer' (do latim 'facere') e a preposição 'de' com o substantivo 'conta' (do latim 'computare', no sentido de cálculo, mas aqui com um sentido mais figurado de 'aparência' ou 'simulação').

Mudanças de sentido

Século XIX - Atualidade

O sentido principal de fingimento, simulação ou encenação se mantém estável. A variação ocorre no contexto de aplicação: desde brincadeiras infantis ('brincar de fariam-de-conta') até pretextos adultos para evitar responsabilidades ou mascarar intenções.

A expressão 'fazer de conta' já existia com o sentido de fingir. A substantivação 'fariam-de-conta' (ou 'faz de conta', dependendo da variação regional e temporal) solidifica essa ideia como um substantivo que designa o ato ou o pretexto em si. A forma 'fariam-de-conta' pode ser vista como uma variação mais enfática ou regionalizada da forma mais comum 'faz de conta'.

Primeiro registro

Século XIX

Registros em dicionários e obras literárias do século XIX já indicam o uso da locução verbal 'fazer de conta' e, por extensão, o substantivo derivado em contextos coloquiais. A forma exata 'fariam-de-conta' pode ter surgido em registros orais antes de aparecer formalmente.

Momentos culturais

Século XX

Presente em obras literárias infantis e em canções populares que retratam a inocência e a imaginação das crianças, onde o 'fariam-de-conta' é um elemento central da brincadeira.

Atualidade

Utilizado em contextos de humor e sátira social para descrever discursos políticos ou comportamentos sociais que parecem artificiais ou sem substância.

Vida digital

A expressão 'faz de conta' (variação comum) é frequentemente usada em redes sociais, memes e comentários para ironizar situações ou comportamentos que parecem falsos ou encenados.

Buscas por 'faz de conta' ou 'fazer de conta' em plataformas de vídeo revelam conteúdo infantil, mas também paródias e críticas sociais.

Comparações culturais

Inglês: 'make-believe', 'pretend'. Espanhol: 'hacer como si', 'fingir'. O conceito de fingimento e simulação é universal, mas a forma substantivada 'fariam-de-conta' é específica da estrutura do português brasileiro.

Relevância atual

A palavra 'fariam-de-conta' (ou sua variação 'faz de conta') mantém sua relevância no português brasileiro como um termo informal e expressivo para descrever atos de simulação, seja em brincadeiras infantis, seja como um pretexto adulto para evitar a realidade ou dissimular intenções.

Origem e Formação

Século XIX - Formação a partir da locução verbal 'fazer de conta', que já existia em português para indicar simulação ou fingimento. A substantivação da expressão consolida o termo.

Consolidação e Uso

Século XX - O termo se populariza na linguagem coloquial brasileira, sendo amplamente utilizado para descrever ações de dissimulação, encenação ou brincadeiras infantis.

Uso Contemporâneo

Atualidade - Mantém seu uso coloquial e informal, frequentemente associado a pretextos, desculpas ou situações em que a realidade é mascarada, tanto em contextos lúdicos quanto em situações mais sérias.

fariam-de-conta

Composto de 'fariam' (verbo fazer) e 'de conta' (expressão que indica simulação).

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