faz-se
Do latim 'facere'.
Origem
Do latim 'facere', que significa 'fazer', 'realizar', 'criar'. A construção impessoal 'faz-se' é uma evolução gramatical para expressar tempo ou existência de forma genérica.
Mudanças de sentido
Indicação de tempo decorrido ('faz-se tarde') e ação genérica/impessoal ('faz-se o que se pode').
Mantém os sentidos originais de tempo decorrido e existência impessoal. Pode coexistir com construções mais coloquiais em contextos informais.
Primeiro registro
Registros em textos em português arcaico, como crônicas e documentos legais, já demonstram o uso da forma impessoal 'faz-se' para indicar tempo decorrido.
Momentos culturais
Presente em obras de Camões e outros autores clássicos, onde a forma impessoal é utilizada para descrever o passar do tempo ou ações genéricas.
A expressão 'faz-se tarde' ou variações podem aparecer em letras de músicas para evocar um senso de urgência ou reflexão sobre o tempo.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês para tempo decorrido é frequentemente 'It is [time]' (ex: 'It is late') ou 'It has been [duration]' (ex: 'It has been a long time'). Para ações genéricas, usa-se 'one' ou 'you' (ex: 'One does what one can'). Espanhol: Similar ao português, usa-se 'se hace' (ex: 'se hace tarde', 'se hace lo que se puede'). Francês: Usa-se 'il se fait' ou 'il fait' (ex: 'il se fait tard', 'il fait ce qu'on peut').
Relevância atual
A forma 'faz-se' mantém sua relevância gramatical no português brasileiro, sendo uma construção padrão para expressar tempo decorrido ('faz-se noite') e para indicar uma ação genérica ou impessoal ('faz-se necessário'). Embora em conversas informais possa haver substituições, a forma permanece em uso corrente em diversos registros linguísticos.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'fazer' tem origem no latim 'facere', que significa 'fazer', 'realizar', 'criar'. A forma impessoal 'faz-se' surge como uma construção gramatical para expressar tempo decorrido ou existência de forma genérica, sem um sujeito específico. Essa estrutura é herdada do latim e se consolida no português arcaico.
Consolidação no Português Arcaico e Clássico
Séculos XIV-XVIII - A forma 'faz-se' é amplamente utilizada na literatura e na prosa da época para indicar tempo decorrido ('faz-se tarde') ou para expressar uma ação genérica e impessoal ('faz-se o que se pode'). Sua estrutura se mantém estável, refletindo a gramática normativa da língua.
Uso Moderno no Brasil
Século XIX - Atualidade - A forma 'faz-se' continua a ser utilizada no português brasileiro, mantendo seus sentidos originais de tempo decorrido e existência impessoal. É comum em contextos formais e informais, embora em algumas situações informais possa ser substituída por construções mais coloquiais.
Do latim 'facere'.