fazerem-amor

Combinação do verbo 'fazer' com o substantivo 'amor'.

Origem

Século XIII

Do latim 'facere' (fazer) e 'amor' (amor). Surgiu como uma forma eufemística e poética para descrever o ato sexual, evitando termos mais diretos ou vulgares. 'Fazer amor' remete à ideia de realizar um ato impulsionado pelo sentimento de amor.

Mudanças de sentido

Idade Média

Surgimento como eufemismo poético para o ato sexual, associado à afeição e intimidade.

Séculos XIX - XX

Ganhou um tom de tabu em certas sociedades, sendo usada para enfatizar a cumplicidade e o afeto, em contraposição ao ato puramente físico. No Brasil, a expressão se tornou comum em diversos contextos sociais.

A repressão sexual de períodos como o vitoriano levou a uma preferência por termos que suavizassem a natureza do ato sexual, 'fazer amor' se encaixava nesse propósito, focando na dimensão emocional da relação.

Século XXI

Mantém seu caráter suave e romântico, coexistindo com uma gama maior de termos para o ato sexual. É frequentemente usada em contextos que valorizam a intimidade e a conexão emocional.

Na era digital, a expressão é usada em blogs, fóruns e redes sociais para discutir relacionamentos de forma mais delicada, contrastando com a linguagem mais explícita ou gírias que também circulam online.

Primeiro registro

Século XIII

Os primeiros registros escritos da expressão 'fazer amor' datam do século XIII, em textos literários e poéticos da Península Ibérica, que viriam a influenciar o português.

Momentos culturais

Séculos XIV - XVIII

Presença constante na poesia trovadoresca e na literatura renascentista e barroca, onde o amor e o ato sexual eram frequentemente entrelaçados.

Anos 1960 - 1970

A expressão ganhou destaque em canções da MPB e em movimentos de contracultura que buscavam uma sexualidade mais livre e afetuosa, em oposição às normas sociais rígidas.

Atualidade

A expressão é utilizada em filmes, séries e novelas brasileiras para retratar cenas de intimidade com um tom romântico ou emocionalmente carregado.

Conflitos sociais

Séculos XIX - XX

A expressão foi usada em debates sobre moralidade sexual e educação sexual, onde a escolha de termos para descrever o ato sexual refletia diferentes visões sobre a sexualidade e o papel do afeto nas relações.

Vida emocional

Origem - Atualidade

A palavra carrega um peso emocional de ternura, afeto, intimidade e conexão. É associada a sentimentos positivos e à dimensão romântica do ato sexual, contrastando com termos que evocam apenas o aspecto físico ou a vulgaridade.

Vida digital

Século XXI

A expressão 'fazer amor' é utilizada em blogs de relacionamento, fóruns de discussão sobre sexualidade e em posts de redes sociais que abordam temas de intimidade e afeto. É comum em conteúdos que buscam um tom mais suave e romântico.

Século XXI

A expressão pode aparecer em memes ou em discussões online como um contraponto a termos mais explícitos ou gírias, ressaltando a diferença entre o ato sexual e a expressão de amor.

Representações

Século XX - XXI

Frequentemente utilizada em diálogos de filmes, séries e novelas brasileiras para descrever cenas de intimidade sexual de forma a enfatizar o romance, a cumplicidade e o afeto entre os personagens.

Comparações culturais

Geral

Inglês: 'Make love' (equivalente direto, com a mesma conotação romântica e eufemística). Espanhol: 'Hacer el amor' (equivalente direto, com a mesma conotação romântica e eufemística). Francês: 'Faire l'amour' (equivalente direto, com a mesma conotação romântica e eufemística). Italiano: 'Fare l'amore' (equivalente direto, com a mesma conotação romântica e eufemística).

Origem e Primeiros Usos

Século XIII - A expressão 'fazer amor' surge como uma forma eufemística e poética para descrever o ato sexual, distanciando-se de termos mais diretos ou vulgares. Deriva da junção do verbo 'fazer' (do latim 'facere', realizar, executar) com o substantivo 'amor' (do latim 'amor', sentimento de afeição profunda).

Evolução Literária e Social

Séculos XIV a XVIII - A expressão se consolida na literatura e na linguagem coloquial como um sinônimo mais brando e romântico para o ato sexual. É frequentemente encontrada em poemas, canções e narrativas que buscam evocar sentimentos de afeto e intimidade.

Modernidade, Tabu e Ressignificação

Séculos XIX a XX - Com a crescente repressão sexual e a moralidade vitoriana, a expressão 'fazer amor' ganha um peso de tabu, sendo usada com mais discrição ou em contextos que enfatizam a cumplicidade e o afeto, em oposição a um ato puramente físico. No Brasil, a expressão se populariza em diferentes estratos sociais.

Atualidade e Presença Digital

Séculos XXI - A expressão 'fazer amor' coexiste com uma variedade de outros termos para o ato sexual, mantendo seu caráter mais suave e romântico. Ganha nova vida na internet, aparecendo em discussões sobre relacionamentos, sexualidade e intimidade, muitas vezes em contraste com termos mais explícitos ou gírias.

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Combinação do verbo 'fazer' com o substantivo 'amor'.

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