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femicídio

Formado pelo radical latino 'femina' (mulher) e o sufixo '-cídio' (ato de matar).

Origem

Século XX

O termo 'femicídio' é cunhado no âmbito acadêmico feminista, derivado do inglês 'femicide', que por sua vez combina o latim 'femina' (mulher) com o sufixo '-cídio' (morte, assassinato).

Mudanças de sentido

Século XX

Inicialmente, um termo acadêmico para diferenciar o assassinato de mulheres por razões de gênero de outros tipos de homicídio.

Anos 2010 - Atualidade

Amplia-se para o uso público e jurídico, designando especificamente o assassinato de mulheres em razão de seu gênero, muitas vezes em contextos de violência doméstica e misoginia.

A tipificação legal no Brasil em 2015 (Lei nº 13.104) solidificou o termo e sua definição, distinguindo-o do homicídio comum e enfatizando a motivação de gênero.

Primeiro registro

Século XX

O termo 'femicide' aparece em publicações acadêmicas feministas a partir da década de 1970, com disseminação posterior para outras línguas, incluindo o português.

Momentos culturais

Anos 2010

A palavra ganha destaque em campanhas sociais, manifestações feministas e na cobertura midiática de casos de violência contra a mulher, como o caso Marielle Franco, que, embora não seja um femicídio no sentido estrito da lei brasileira, foi frequentemente associado ao debate sobre a violência política de gênero.

Atualidade

O termo é recorrente em produções audiovisuais, literárias e musicais que abordam a temática da violência de gênero e o feminismo.

Conflitos sociais

Anos 2010 - Atualidade

O uso do termo 'femicídio' frequentemente gera debates e resistências, com tentativas de deslegitimação ou confusão com o conceito de 'homicídio', evidenciando a dificuldade social em reconhecer e combater a violência estrutural de gênero.

Vida emocional

Anos 2010 - Atualidade

A palavra carrega um peso emocional significativo, associada à dor, à injustiça e à indignação. É um termo que evoca a urgência de proteção e a luta por igualdade de gênero.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

O termo 'femicídio' é amplamente utilizado em redes sociais, hashtags (#femicidio, #chegadefemicidio), artigos online e discussões em fóruns digitais, impulsionando a conscientização e a mobilização social.

Representações

Anos 2010 - Atualidade

O femicídio é tema recorrente em documentários, séries investigativas, filmes e novelas, abordando as causas, consequências e a necessidade de combate a essa forma de violência.

Comparações culturais

Século XX - Atualidade

Inglês: 'Femicide' tem uso similar, surgindo no feminismo acadêmico e ganhando espaço no debate público e legal. Espanhol: 'Feminicidio' é amplamente utilizado e reconhecido legalmente em muitos países hispanófonos, com forte ênfase na violência de gênero e nas raízes culturais e sociais do assassinato de mulheres. Alemão: 'Femizid' é o termo correspondente, com uso crescente em discussões acadêmicas e ativistas sobre violência de gênero.

Relevância atual

Atualidade

O femicídio é um dos focos centrais das discussões sobre violência de gênero no Brasil e no mundo. A palavra é fundamental para nomear, denunciar e buscar soluções para o extermínio de mulheres em razão de seu gênero, sendo um termo chave para a luta feminista e pelos direitos humanos.

Origem Conceitual e Etimológica

Século XX - O termo 'femicídio' (do inglês 'femicide') surge na academia feminista para descrever o assassinato de mulheres. A etimologia combina 'femina' (mulher) com o sufixo '-cídio' (morte, assassinato).

Entrada e Disseminação na Língua Portuguesa

Final do século XX e início do século XXI - O termo começa a ser utilizado em debates acadêmicos e ativistas no Brasil, ganhando maior visibilidade com o aumento da discussão sobre violência de gênero.

Uso Contemporâneo e Ressignificação

Anos 2010 - Atualidade - 'Femicídio' se consolida no vocabulário público, midiático e jurídico brasileiro, especialmente após a tipificação legal em 2015. Torna-se um termo central em discussões sobre feminismo, direitos humanos e segurança pública.

femicídio

Formado pelo radical latino 'femina' (mulher) e o sufixo '-cídio' (ato de matar).

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