fetiche

Do francês 'fétiche', do latim 'feticius' (feito artificialmente), do latim 'facticius'.

Origem

Século XVII

Do francês 'fétiche', que tem origem no português 'feitiço' (do latim 'facticius', artificial). Inicialmente, referia-se a objetos de culto em práticas religiosas africanas.

Mudanças de sentido

Século XVIII

Objeto de adoração religiosa ou mágica, especialmente em contextos coloniais.

Início do Século XX

Termo psicanalítico para objeto ou parte do corpo que substitui genitais e causa excitação sexual (Freud).

Final do Século XX - Atualidade

Adoração exagerada, apreço desmedido ou objeto de desejo intenso por algo ou alguém (sentido ampliado e não necessariamente sexual). → ver detalhes

A palavra 'fetiche' transcendeu seu uso estritamente psicanalítico para descrever qualquer objeto, ideia ou atividade que gere uma fixação ou desejo intenso e desproporcional. Pode ser aplicado a bens de consumo, hobbies, celebridades ou até mesmo conceitos abstratos, indicando uma devoção que beira o irracional ou o obsessivo.

Primeiro registro

Século XVIII

Registros de uso em textos antropológicos e relatos de viagens sobre práticas religiosas africanas.

Momentos culturais

Início do Século XX

A obra de Sigmund Freud e a disseminação da psicanálise introduzem o termo 'fetiche' no discurso intelectual e cultural ocidental.

Anos 1970-1980

A cultura pop e a música disco frequentemente exploram temas de sexualidade e objetos de desejo, onde o conceito de 'fetiche' ganha visibilidade.

Atualidade

O termo é amplamente utilizado em discussões sobre moda, cultura de consumo, sexualidade e psicologia popular.

Conflitos sociais

Século XVIII - XIX

Associação do termo a práticas 'primitivas' ou 'selvagens' em contextos coloniais, refletindo visões eurocêntricas e preconceituosas.

Início do Século XX

Estigmatização e patologização de práticas sexuais consideradas 'desviantes' pela psicanálise tradicional.

Atualidade

Debates sobre a normalização e despatologização de práticas sexuais e a linha tênue entre fetiche e expressão de identidade.

Vida emocional

Século XVIII

Associado ao mistério, ao exótico e ao 'outro' cultural.

Início do Século XX

Carregado de conotações de tabu, patologia e transgressão sexual.

Atualidade

Pode evocar tanto o proibido e o transgressor quanto o prazer, a autoexpressão e a admiração intensa, dependendo do contexto.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

Termo frequentemente buscado em motores de busca relacionados a sexualidade, psicologia e cultura pop. Utilizado em fóruns, redes sociais e plataformas de conteúdo adulto.

Atualidade

Presença em hashtags (#fetiche, #fetish) e discussões online sobre preferências e identidades. Pode aparecer em memes e conteúdos virais com tom humorístico ou provocativo.

Representações

Cinema e Televisão (diversos)

Filmes e séries frequentemente retratam o fetiche em contextos sexuais, explorando o mistério, a transgressão ou a busca por prazer. Exemplos incluem 'O Segredo de Emmanuelle' (1974) e séries como 'Masters of Sex' (2013-2016).

Literatura

Obras literárias exploram o conceito em narrativas que abordam desejos ocultos, obsessões e a complexidade da psique humana.

Origem Etimológica

Século XVII — do francês 'fétiche', derivado do português 'feitiço', que por sua vez vem do latim 'facticius' (feito, artificial). Originalmente, referia-se a objetos cultuados por povos africanos.

Entrada e Uso Inicial no Português

Século XVIII — A palavra 'fetiche' entra no vocabulário português, mantendo o sentido de objeto de adoração religiosa ou mágica, especialmente em contextos coloniais e antropológicos. O termo 'feitiço' já possuía conotações de magia e encanto.

Ressignificação Psicanalítica

Início do Século XX — Sigmund Freud populariza o termo 'fetiche' no campo da psicanálise, associando-o a um objeto ou parte do corpo que substitui os genitais e desperta excitação sexual, sendo um componente da parafilia.

Uso Contemporâneo e Ampliação Semântica

Final do Século XX e Atualidade — O termo 'fetiche' expande seu uso para além da psicanálise, designando uma adoração exagerada, um apreço desmedido ou um objeto de desejo intenso por algo ou alguém, mesmo que não sexual. O termo 'palavra formal/dicionarizada' indica sua aceitação e registro em dicionários.

fetiche

Do francês 'fétiche', do latim 'feticius' (feito artificialmente), do latim 'facticius'.

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