ficando-cego
Formado pela junção do gerúndio do verbo 'ficar' com o adjetivo 'cego'.
Origem
Do latim 'caecus' (cego) e 'ficare' (tornar, fazer ser). A junção forma a ideia de um processo de tornar-se cego.
Mudanças de sentido
Predominantemente literal, descrevendo a perda física da visão.
Expansão para o sentido figurado: cegueira emocional, falta de percepção da realidade, perda de clareza mental.
A expressão pode ser usada para descrever alguém que se recusa a ver a verdade ('ficando cego para os problemas'), ou que perde a capacidade de discernimento por excesso de emoção ou teimosia.
Primeiro registro
Registros em textos medievais que descrevem condições médicas ou em contextos alegóricos.
Momentos culturais
Presença em obras literárias e cinematográficas que exploram a perda da visão ou a cegueira metafórica.
Uso em letras de música e diálogos de novelas para expressar desilusão ou falta de percepção.
Vida digital
Buscas relacionadas a doenças oculares e seus estágios.
Uso em memes e posts de redes sociais para ilustrar situações de negação ou falta de atenção a fatos óbvios.
Hashtags como #ficandocego em contextos de humor ou autodepreciação.
Representações
Personagens que gradualmente perdem a visão, ou que se tornam 'cegos' para a verdade em tramas dramáticas ou de suspense.
Comparações culturais
Inglês: 'going blind' (literal e figurado). Espanhol: 'quedándose ciego' (literal e figurado). Francês: 'devenir aveugle' (literal), 'perdre la vue' (literal), 'être aveuglé' (figurado, ser cegado por algo). Alemão: 'blind werden' (literal e figurado).
Relevância atual
A expressão mantém sua relevância tanto no sentido literal, ao descrever a progressão de doenças oculares, quanto no figurado, para ilustrar a dificuldade humana em confrontar realidades incômodas ou a perda de discernimento em diversas esferas da vida.
Origem Latina e Formação
Século XIII - Deriva do latim 'caecus', que significa cego, sem visão. A formação da locução 'ficando cego' surge da junção do verbo 'ficar' (do latim 'ficare', tornar, fazer ser) com o adjetivo 'cego'.
Uso Medieval e Moderno Inicial
Idade Média ao Século XIX - Utilizada em contextos literais para descrever a perda gradual da visão. Também pode aparecer em sentido figurado para indicar ignorância ou falta de discernimento.
Ressignificação Contemporânea
Século XX e XXI - A expressão ganha força em contextos mais amplos, incluindo a perda de clareza mental, a cegueira emocional ou a incapacidade de perceber a realidade, além do uso literal.
Formado pela junção do gerúndio do verbo 'ficar' com o adjetivo 'cego'.