ficariam-doentes
Combinação do verbo 'ficar' (origem incerta, possivelmente do latim 'ficare') com o adjetivo 'doente' (origem incerta, possivelmente do germânico '*dōthjan').
Origem
O verbo 'ficar' deriva do latim 'fictare', intensivo de 'facere' (fazer), com sentido original de 'fingir', 'simular', evoluindo para 'permanecer', 'estar em um estado'.
O adjetivo 'doente' tem origem no latim 'dolens', particípio presente de 'dolere' (sentir dor).
Mudanças de sentido
A construção do futuro do pretérito ('ficariam') permite expressar ações que poderiam ter ocorrido sob certas condições no passado.
A combinação com 'doentes' transforma a ideia de permanência em um estado específico: o de adoecimento, sempre em um contexto hipotético ou condicional.
A expressão é usada para descrever cenários hipotéticos de saúde, como em 'Se chovesse tanto, eles ficariam doentes' ou 'Se não tivessem se agasalhado, ficariam doentes'.
A nuance é de uma consequência negativa que não se concretizou ou que se concretizaria sob uma condição específica. O uso é comum em narrativas, explicações causais e expressões de preocupação.
Primeiro registro
A forma verbal 'ficariam' e o uso adverbial de 'doentes' como qualificador de estado são atestados em textos literários e gramaticais da época, embora a combinação exata 'ficariam doentes' possa não ter um registro isolado específico, mas sim como parte da evolução gramatical e lexical.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que exploram cenários hipotéticos, dilemas morais ou narrativas com desfechos alternativos, onde a saúde dos personagens é um fator crucial.
Comum em conversas informais, especialmente ao discutir prevenção de doenças, conselhos de saúde ou ao relatar experiências passadas com um tom hipotético.
Vida digital
A expressão aparece em fóruns de discussão, redes sociais e blogs, geralmente em contextos de saúde, bem-estar ou em narrativas de 'e se...?'.
Pode ser usada em memes ou posts humorísticos que ironizam situações de fragilidade ou exageram consequências de ações.
Comparações culturais
Inglês: 'they would get sick' ou 'they would fall ill'. A estrutura condicional ('would') é similar. Espanhol: 'se enfermarían' ou 'estarían enfermos'. O uso do condicional ('-ían') é análogo. Francês: 'ils tomberaient malades'. A estrutura condicional ('tomberaient') é equivalente. Alemão: 'sie würden krank werden'. O uso do auxiliar modal 'würden' com o infinitivo 'krank werden' (ficar doente) é a construção paralela.
Relevância atual
A expressão 'ficariam doentes' mantém sua relevância no português brasileiro como uma ferramenta gramatical e lexical para expressar a condicionalidade e a hipoteticidade de um estado de saúde, sendo parte integrante da comunicação sobre saúde, prevenção e narrativas hipotéticas.
Origem Latina e Formação do Verbo 'Ficar'
Século XII - O verbo 'ficar' tem origem no latim 'fictare', um intensivo de 'facere' (fazer), significando 'fingir', 'simular', 'dar forma'. Com o tempo, evoluiu para o sentido de 'permanecer', 'estar em um lugar ou estado'.
Formação do Futuro do Pretérito do Indicativo
Séculos XIV-XV - A formação do futuro do pretérito (condicional) em português se consolida, utilizando o infinitivo do verbo principal seguido do pretérito imperfeito do indicativo do verbo 'haver' (ficariam = ficar + haviam).
Incorporação do Advérbio 'Doentes'
Séculos XVI-XVIII - O adjetivo 'doente' (do latim 'dolens', particípio presente de 'dolere', sentir dor) passa a ser usado adverbialmente para qualificar o estado resultante da ação de 'ficar'. A combinação 'ficariam doentes' começa a ser utilizada para expressar uma condição hipotética de adoecimento.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XX - Atualidade - A expressão 'ficariam doentes' é amplamente utilizada no português brasileiro para descrever uma situação hipotética ou condicional de adoecimento, frequentemente em contextos de causa e efeito, ou para expressar preocupação e empatia.
Combinação do verbo 'ficar' (origem incerta, possivelmente do latim 'ficare') com o adjetivo 'doente' (origem incerta, possivelmente do ger…