fideísmo
Do latim 'fides' (fé) + sufixo '-ismo'.
Origem
Derivado do latim 'fides' (fé) acrescido do sufixo grego '-ismos' (doutrina, sistema, prática).
Mudanças de sentido
Concebido como um sistema filosófico-teológico que prioriza a fé como fundamento da verdade, em oposição ao racionalismo e ao empirismo.
O fideísmo, como corrente de pensamento, ganha contornos mais definidos em oposição a movimentos iluministas que valorizavam a razão como principal via de conhecimento.
Mantém o sentido original, mas pode ser usado de forma pejorativa para criticar posições consideradas irracionais ou dogmáticas.
Em debates contemporâneos, 'fideísmo' pode ser empregado para desqualificar argumentos que não se baseiam em evidências empíricas ou lógicas, especialmente em discussões sobre religião, ciência e política.
Primeiro registro
Registros em obras filosóficas e teológicas em português, possivelmente em traduções ou discussões sobre pensadores europeus como Kierkegaard ou Pascal.
Momentos culturais
Debates sobre a relação entre fé e razão em círculos acadêmicos e religiosos, influenciados por correntes existencialistas e pós-modernas.
Conflitos sociais
Tensão entre visões de mundo religiosas e seculares, onde o termo 'fideísmo' pode ser usado como arma retórica em debates públicos.
Vida emocional
Associado a convicções profundas e inabaláveis para alguns, e a dogmatismo e irracionalidade para outros.
Vida digital
Presente em fóruns de discussão online, blogs teológicos e filosóficos, e em artigos acadêmicos digitais. Menos comum em memes ou viralizações.
Representações
Personagens em obras literárias ou cinematográficas que demonstram uma fé inabalável, por vezes em conflito com a lógica ou a ciência, podem ser descritos como fideístas.
Comparações culturais
Inglês: 'fideism'. Espanhol: 'fideísmo'. Francês: 'fideisme'. Alemão: 'Fideismus'. O conceito é amplamente reconhecido em tradições filosóficas e teológicas ocidentais.
Relevância atual
O fideísmo continua a ser um conceito relevante em discussões sobre os limites da razão, a natureza da crença e a justificação do conhecimento, especialmente no diálogo entre ciência e religião.
Origem Etimológica
Século XIX — Derivado do latim 'fides', que significa 'fé', com o sufixo '-ismo', indicando doutrina ou sistema.
Entrada na Língua Portuguesa
Final do século XIX ou início do século XX — O termo 'fideísmo' surge no vocabulário filosófico e teológico em língua portuguesa, refletindo debates intelectuais europeus.
Uso Contemporâneo
Atualidade — O termo é utilizado em discussões acadêmicas, teológicas e filosóficas, mantendo seu sentido original de primazia da fé sobre a razão.
Do latim 'fides' (fé) + sufixo '-ismo'.