figuradas
Do latim 'figuratus', particípio passado de 'figurare', que significa 'dar forma, imaginar, representar'.
Origem
Do latim 'figuratus', particípio passado de 'figurare', que significa dar forma, imaginar, representar. O termo carrega a ideia de algo que é moldado ou concebido, em oposição ao que é direto ou concreto.
Mudanças de sentido
Sentido de 'representado', 'imaginado', 'simbólico'.
Oposição ao sentido literal; uso em figuras de linguagem, metáforas e alegorias. A palavra passa a descrever um modo de expressão que vai além do significado básico das palavras.
Na retórica clássica e medieval, o uso de 'figuras' era uma arte. 'Figuradas' se aplicava a discursos que empregavam artifícios para persuadir ou embelezar, contrastando com a linguagem direta e factual.
Termo consolidado para descrever linguagem não literal, expressões idiomáticas, metáforas e comparações. Usado em contextos acadêmicos (linguística, literatura) e no cotidiano.
A distinção entre sentido literal e figurado é fundamental para a compreensão da comunicação humana. 'Figuradas' abrange desde piadas e ironias até a poesia mais complexa.
Primeiro registro
Registros em textos latinos medievais que influenciaram o português arcaico, com o sentido de 'representado' ou 'simbólico'.
Momentos culturais
Uso intensificado na poesia e na prosa, com a exploração de metáforas e alegorias como elementos centrais da expressão artística.
A linguagem 'figurada' se torna um pilar da expressão sentimental e subjetiva, valorizando a originalidade e a intensidade das imagens poéticas.
Análise crítica da linguagem 'figurada' em movimentos literários e filosóficos, como o estruturalismo e a semiótica.
Comparações culturais
Inglês: 'Figurative' (adjetivo) ou 'figurative language' (linguagem figurada), com origem no latim 'figurativus'. Espanhol: 'Figurado' (adjetivo) ou 'lenguaje figurado', também derivado do latim. O conceito de linguagem não literal é universal, presente em todas as línguas com estruturas semelhantes.
Relevância atual
A palavra 'figuradas' mantém sua relevância como ferramenta essencial para a análise da comunicação, da literatura e da arte. É fundamental para entender nuances, subtextos e a riqueza expressiva da linguagem humana em todos os seus formatos, incluindo o digital.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII-XIV — Deriva do latim 'figuratus', particípio passado de 'figurare' (dar forma, imaginar, representar). A palavra chega ao português através do latim medieval, com o sentido de 'representado', 'imaginado' ou 'não literal'.
Desenvolvimento do Sentido Figurado
Séculos XV-XVIII — Consolidação do uso em oposição ao sentido literal, especialmente na retórica, poesia e teologia. A noção de 'figura' como imagem ou representação se expande para o uso metafórico da linguagem.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XIX-Atualidade — A palavra 'figuradas' se estabelece como termo técnico em linguística e crítica literária, além de ser de uso comum para descrever linguagem não literal, metáforas, comparações e expressões idiomáticas.
Do latim 'figuratus', particípio passado de 'figurare', que significa 'dar forma, imaginar, representar'.