filmara
Derivado de 'filme' + sufixo verbal '-ar'.
Origem
Do francês 'film', originado do holandês 'film' (película, membrana). A adaptação para o português como verbo 'filmar' segue padrões morfológicos da língua.
Mudanças de sentido
Inicialmente restrito à gravação de imagens em movimento (cinema) e fotografia. Com o tempo, o sentido se expandiu para abranger a gravação de qualquer tipo de conteúdo audiovisual, incluindo vídeos para televisão, internet e dispositivos móveis.
O verbo 'filmar' mantém seu sentido principal de registrar imagens, mas a forma 'filmara' é especificamente a conjugação do pretérito mais-que-perfeito simples, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada. Ex: 'Quando cheguei, ele já filmara toda a cena.'
A forma 'filmara' é gramaticalmente correta e encontra seu lugar em registros escritos formais, literatura e contextos que demandam rigor gramatical. No entanto, no português brasileiro falado, é comum a preferência por formas compostas como 'tinha filmado' para expressar a mesma ideia temporal, o que pode levar a uma percepção de 'filmara' como uma forma mais arcaica ou literária.
Primeiro registro
Registros em jornais e revistas da época que cobriam a chegada e o desenvolvimento do cinematógrafo e da fotografia no Brasil. A forma verbal 'filmara' estaria presente em textos que descreviam eventos ou narrativas cinematográficas passadas.
Momentos culturais
A ascensão do cinema mudo e, posteriormente, do cinema sonoro no Brasil. A palavra 'filmar' e suas conjugações tornam-se parte do vocabulário cultural associado à sétima arte.
O desenvolvimento da televisão brasileira e a produção de novelas e programas. O verbo 'filmar' passa a ser usado também no contexto televisivo.
A popularização das câmeras digitais e, posteriormente, dos smartphones, democratiza a capacidade de 'filmar'. A forma 'filmara' continua existindo gramaticalmente, mas o ato de filmar se torna onipresente.
Comparações culturais
Inglês: O verbo 'to film' possui conjugações similares em tempos verbais passados, como o past perfect ('had filmed') que cumpre função análoga ao pretérito mais-que-perfeito. Espanhol: O verbo 'filmar' também existe, com conjugações como o pretérito pluscuamperfecto ('había filmado'), que corresponde ao nosso pretérito mais-que-perfeito. A forma simples ('filmara') existe no espanhol como pretérito imperfecto de subjuntivo ou pretérito pluscuamperfecto de subjuntivo, com usos distintos do português.
Relevância atual
'Filmara' é uma forma verbal que, embora gramaticalmente correta e presente em dicionários como 'Palavra formal/dicionarizada' (4_lista_exaustiva_portugues.txt), é raramente utilizada na comunicação oral informal no Brasil. Sua relevância reside na precisão gramatical e no uso em contextos que exigem formalidade, como textos acadêmicos, literários ou jurídicos. A forma composta 'tinha filmado' domina o uso coloquial para expressar a mesma ideia temporal.
Origem Etimológica
Século XIX - Deriva do francês 'film', que por sua vez tem origem no holandês 'film' (membrana, película). A palavra 'filmar' entra no português como um empréstimo, adaptando-se à morfologia verbal da língua.
Entrada e Consolidação no Português
Final do século XIX e início do século XX - Com a popularização do cinematógrafo e da fotografia, o termo 'filmar' e suas conjugações, como 'filmara', passam a ser utilizados no Brasil. Inicialmente associado à produção cinematográfica, o verbo expande seu uso para outras mídias visuais.
Uso Contemporâneo
Atualidade - 'Filmara' é a forma do pretérito mais-que-perfeito simples do verbo 'filmar'. É uma forma gramaticalmente correta, embora menos comum no discurso oral cotidiano, que tende a preferir o pretérito perfeito composto ('tinha filmado') ou o pretérito mais-que-perfeito composto ('tinha filmado'). Seu uso é mais frequente em textos formais, literários ou em contextos que exigem precisão temporal.
Derivado de 'filme' + sufixo verbal '-ar'.