fixar-se-ia
Derivado do verbo 'fixar' (do latim 'fixare') com o pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-ia' indicando o futuro do pretérito.
Origem
Do latim 'fixare', que significa prender, cravar, tornar firme. Deriva de 'fixus', particípio passado de 'figere' (fixar, pregar).
Mudanças de sentido
Sentido literal de prender, cravar, tornar estável ou imóvel.
Ampliação para estabelecer residência, consolidar ideias, memorizar algo. A forma 'fixar-se-ia' mantém o sentido condicional de se estabelecer ou se prender a algo.
A forma verbal 'fixar-se-ia' carrega a nuance de uma ação hipotética ou condicional. Por exemplo, 'Se as condições fossem favoráveis, o projeto se fixar-ia naquela região.' O sentido é de um estabelecimento que *poderia* ocorrer, mas não ocorreu ou não se tem certeza se ocorrerá.
Primeiro registro
Registros de formas verbais semelhantes em textos latinos medievais e nos primeiros registros do português. A conjugação específica 'fixar-se-ia' pode ser encontrada em manuscritos literários e jurídicos a partir do século XIV.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que descrevem situações hipotéticas ou desejos de permanência, como em romances históricos ou de formação.
Utilizado em teses, dissertações e artigos científicos para discutir cenários hipotéticos ou conclusões condicionais.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'would fix itself' ou 'would settle'. Espanhol: 'se fijaría' ou 'se establecería'. Ambas as línguas utilizam o condicional para expressar a mesma ideia de hipótese ou condição.
Relevância atual
A forma 'fixar-se-ia' é considerada formal e pouco usual no discurso cotidiano brasileiro. Sua relevância reside na precisão gramatical e na capacidade de expressar nuances de condicionalidade em contextos específicos, como na escrita acadêmica, jurídica ou literária.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'fixar' tem origem no latim 'fixare', derivado de 'fixus' (firme, preso). A forma 'fixar-se-ia' é uma construção verbal hipotética do futuro do pretérito (condicional), indicando uma ação que se prenderia ou se estabeleceria sob condição.
Evolução no Português
Idade Média a Século XIX - O verbo 'fixar' e suas conjugações, incluindo formas condicionais como 'fixar-se-ia', foram gradualmente incorporados ao vocabulário do português. O uso era predominantemente formal e literário, descrevendo ações de prender, estabelecer ou consolidar.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade - A forma 'fixar-se-ia' é rara no português brasileiro coloquial, sendo mais comum em textos formais, acadêmicos ou literários. Seu uso é restrito a contextos que exigem a expressividade do futuro do pretérito para expressar hipóteses ou condições sobre o ato de se fixar ou estabelecer.
Derivado do verbo 'fixar' (do latim 'fixare') com o pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-ia' indicando o futuro do pretérito.