fizesses
Do latim 'facere'.
Origem
Deriva do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo latino 'facere' (fazer), especificamente a forma que se desenvolveu para a segunda pessoa do singular ('tu').
Mudanças de sentido
A função primária de expressar uma ação irreal ou hipotética no passado se manteve estável desde suas origens latinas.
A principal mudança reside na frequência de uso e no registro linguístico. De uma forma mais comum na fala e escrita antigas, tornou-se restrita a contextos formais.
A tendência geral das línguas românicas é a simplificação das conjugações verbais em detrimento das formas mais arcaicas ou complexas, o que explica a diminuição do uso de 'fizesses' na linguagem coloquial.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em galego-português já demonstram o uso de formas verbais correspondentes ao pretérito imperfeito do subjuntivo, precursoras diretas de 'fizesses'.
Momentos culturais
Presente em obras de Camões e outros autores, onde é utilizada para construir períodos hipotéticos complexos e expressar nuances de desejo ou condição.
Continua a ser empregada em textos literários e formais, refletindo a norma culta da época.
Comparações culturais
Inglês: O equivalente mais próximo seria o uso do 'past subjunctive' em construções como 'If you were to do it...' ou 'I wish you would do it...', embora a estrutura seja diferente. Espanhol: Corresponde ao pretérito imperfecto de subjuntivo, como em 'si tú hicieras' ou 'que tú hicieras', mantendo uma similaridade morfológica e funcional mais direta. Francês: Similar ao 'imparfait du subjonctif', como em 'si tu faisais' ou 'que tu fisses', também com função hipotética ou irreal.
Relevância atual
A palavra 'fizesses' é reconhecida como parte do léxico formal da língua portuguesa, especialmente no Brasil. Sua relevância reside na manutenção da riqueza gramatical e na capacidade de expressar contextos específicos que exigem precisão e formalidade, sendo um marcador de erudição linguística em textos literários, acadêmicos e jurídicos. Sua ausência na fala cotidiana a posiciona como um elemento de distinção formal.
Origem Latina e Formação do Português
A forma 'fizesses' remonta ao latim vulgar, evoluindo do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo 'facere' (fazer). Essa conjugação se consolidou nas línguas românicas, incluindo o português, através de séculos de evolução linguística.
Uso Medieval e Consolidação
Durante a Idade Média e o período de formação do português, 'fizesses' já era utilizada em textos literários e documentos para expressar ações hipotéticas ou desejadas no passado, com o pronome 'tu' implícito.
Uso Contemporâneo e Formalidade
Atualmente, 'fizesses' é uma forma verbal formal, encontrada predominantemente em textos literários, jurídicos ou em contextos que exigem um registro linguístico mais elevado. Seu uso na fala cotidiana é raro, substituído por construções mais simples.
Do latim 'facere'.