flexigurança
Neologismo formado pela junção de 'flexibilidade' e 'segurança'.
Origem
Neologismo hibridizado a partir de 'flexibilidade' (do latim 'flexibilitas', qualidade do que é flexível) e 'segurança' (do latim 'securitas', estado de estar livre de perigo ou risco). O termo nasceu para descrever um novo paradigma nas relações de trabalho.
Mudanças de sentido
Inicialmente, o termo era mais associado à flexibilização das leis trabalhistas, com potencial para precarização. → ver detalhes
A percepção inicial da 'flexigurança' era frequentemente negativa, vista como um eufemismo para a redução de direitos trabalhistas em nome da agilidade empresarial. O foco estava na 'flexibilidade' em detrimento da 'segurança'.
O sentido evolui para abranger um equilíbrio entre adaptabilidade e proteção social. → ver detalhes
Com o tempo, especialmente influenciado por modelos europeus (como o dinamarquês), o conceito de 'flexigurança' passou a ser entendido como um sistema que permite às empresas ajustar sua força de trabalho de forma mais ágil, mas garantindo aos trabalhadores redes de segurança robustas, como seguro-desemprego generoso, requalificação profissional e políticas ativas de emprego. A ênfase se desloca para a simbiose entre flexibilidade e segurança.
Primeiro registro
O termo começa a aparecer em publicações acadêmicas e relatórios de organismos internacionais sobre mercado de trabalho, com maior frequência a partir dos anos 1990.
Momentos culturais
Debates sobre reformas trabalhistas no Brasil frequentemente mencionam o conceito de 'flexigurança' como um modelo a ser considerado ou criticado.
A palavra ganha destaque em discussões sobre a 'uberização' do trabalho e a economia de plataformas, onde a flexibilidade é alta, mas a segurança é questionável.
Conflitos sociais
A 'flexigurança' é um ponto central de conflito entre empregadores, que buscam maior adaptabilidade, e trabalhadores/sindicatos, que temem a perda de direitos e a precarização.
Vida digital
O termo é frequentemente buscado em artigos acadêmicos, notícias e debates online sobre o futuro do trabalho, emprego e legislação trabalhista.
Presença em discussões em redes sociais e fóruns sobre empreendedorismo, startups e direitos trabalhistas.
Comparações culturais
Inglês: 'Flexicurity' (termo diretamente emprestado e amplamente utilizado, especialmente em referência ao modelo dinamarquês). Espanhol: 'Flexiseguridad' (termo similar, também usado em debates sobre o mercado de trabalho). Alemão: 'Flexibilität und Sicherheit' (conceito expresso pela junção das duas palavras, sem um neologismo único tão consolidado quanto em inglês ou português).
Relevância atual
A 'flexigurança' continua sendo um conceito fundamental nas discussões sobre a modernização das leis trabalhistas e a adaptação do mercado de trabalho às novas tecnologias e modelos de negócio, como a economia de gig e o trabalho remoto. O debate gira em torno de como implementar políticas que promovam a flexibilidade necessária para a inovação sem sacrificar a segurança e a dignidade dos trabalhadores.
Origem Conceitual e Etimológica
Meados do século XX - Neologismo formado pela aglutinação de 'flexibilidade' e 'segurança', surgindo em debates sobre o mercado de trabalho.
Entrada na Língua Portuguesa
Final do século XX e início do século XXI - A palavra 'flexigurança' começa a ser utilizada em discussões acadêmicas, políticas e econômicas no Brasil, especialmente em contextos de reformas trabalhistas e novas dinâmicas de emprego.
Uso Contemporâneo
Atualidade - 'Flexigurança' é um termo consolidado no vocabulário técnico e político brasileiro, referindo-se a modelos de trabalho que buscam equilibrar a adaptabilidade das empresas com a proteção dos trabalhadores.
Neologismo formado pela junção de 'flexibilidade' e 'segurança'.