foles
Origem
Do latim 'follem', significando saco, bexiga, fole. Relacionado à ideia de algo inflável ou expansível.
A palavra foi incorporada ao vocabulário do galego-português, dando origem ao português 'fole'.
Mudanças de sentido
Principalmente associado a instrumentos de sopro para avivar fogo (ferreiros) e em instrumentos musicais (órgãos).
Expansão para descrever peças flexíveis em máquinas, como em juntas de transmissão ou foles de sanfona. O plural 'foles' se refere a múltiplos desses objetos ou a um conjunto.
Uso mais restrito a termos técnicos e musicais. O sentido de 'saco inflável' ou 'peça expansível' permanece, mas a frequência de uso diminuiu com a evolução tecnológica.
Em contextos de sanfona, 'foles' refere-se à parte articulada que permite a entrada e saída de ar, essencial para a produção sonora. Em mecânica, 'foles' são coifas de borracha ou plástico que protegem componentes móveis.
Primeiro registro
Registros em documentos da época que descrevem ofícios e ferramentas, incluindo o uso de 'foles' em forjas e oficinas. (Referência: corpus_documentos_historicos.txt)
Momentos culturais
A sanfona, com seus 'foles', torna-se um instrumento popular em diversas manifestações culturais brasileiras, como o forró e a música regional.
A palavra aparece em descrições de ofícios antigos ou em metáforas relacionadas a sopro, ar ou expansão.
Comparações culturais
Inglês: 'Bellows' (para forjas, órgãos) e 'Bellows' ou 'Gaiter' (para peças mecânicas). Espanhol: 'Fuelle' (para forjas, órgãos, sanfonas) e 'Fuelle' ou 'Guardapolvo' (para peças mecânicas). Francês: 'Soufflet'. Alemão: 'Blasebalg'.
Relevância atual
A palavra 'foles' tem relevância em nichos específicos: música (sanfona, gaita de foles), mecânica (proteção de juntas) e história de ofícios. Seu uso geral diminuiu, sendo mais comum o singular 'fole'.
Origem e Chegada em Portugal
Século XV/XVI — Derivado do latim 'follem' (saco, fole), referindo-se a um instrumento para soprar ar, usado em forjas e órgãos. Chega ao português através do galego-português.
Uso no Brasil Colonial
Séculos XVI a XVIII — O termo 'fole' (singular) e 'foles' (plural) é comum em relatos sobre ofícios manuais, especialmente em ferreiros e artesãos que utilizavam o fole para avivar o fogo. O plural 'foles' se refere aos instrumentos em si.
Evolução com a Industrialização
Século XIX e XX — Com a industrialização, o uso de foles mecânicos ou a vapor se torna mais comum, mas o termo 'fole' continua associado a instrumentos de sopro (como sanfonas e gaita de foles) e a peças de máquinas que requerem flexibilidade e expansão.
Uso Contemporâneo
Atualidade — O termo 'foles' é menos comum no dia a dia, sendo mais restrito a contextos técnicos (peças de máquinas, foles de sanfona) ou a referências históricas e literárias. O singular 'fole' é mais frequente.