frequentadora-da-corte

Composição de 'frequentadora' (do latim frequentator, -oris) e 'corte' (do latim cortis, derivado de cohors, cohortis).

Origem

Século XVI

Composta pelas palavras 'frequentar' (do latim frequentare: 'encher', 'estar em grande número', 'visitar amiúde') e 'corte' (do latim cohors: 'círculo', 'acompanhamento', 'residência real'). Refere-se à mulher que visita assiduamente a residência ou o círculo social do monarca ou da alta nobreza.

Mudanças de sentido

Século XVI - XIX

Sentido literal: mulher com acesso e presença assídua nos círculos da corte real ou imperial, indicando status social e influência.

Final do Século XIX - Início do Século XX

Declínio do sentido literal com o fim da monarquia. A ideia de frequentar a elite social e política persiste, mas com outras denominações (ex: socialite).

Meados do Século XX - Atualidade

Uso residual e histórico. Pode ser usada figurativamente para descrever quem busca assiduamente círculos de celebridades ou influenciadores, mas com grande distanciamento do sentido original.

Primeiro registro

Século XVI

O termo, como composto, provavelmente se consolidou com a chegada da corte portuguesa ao Brasil em 1808, mas a ideia de frequentar a corte existia desde a colonização. Registros literários e históricos da época imperial descrevem tais figuras.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em romances e crônicas que retratam a vida social do Segundo Reinado, descrevendo os salões, bailes e eventos frequentados pela elite e pela família imperial. Exemplos podem ser encontrados em obras de Machado de Assis, que satirizava a sociedade da época.

Conflitos sociais

Século XIX

A exclusividade de acesso à corte gerava tensões sociais entre a nobreza e a burguesia ascendente, bem como entre diferentes facções políticas que buscavam influência junto ao poder real. Ser ou não uma 'frequentadora-da-corte' definia posições sociais e políticas.

Vida emocional

Século XIX

Associada a prestígio, poder, inveja e, por vezes, a futilidade ou superficialidade, dependendo da perspectiva de quem a descrevia. Para as próprias frequentadoras, podia representar ascensão social e pertencimento.

Vida digital

Atualidade

Praticamente inexistente. A expressão não é utilizada em buscas comuns, memes ou hashtags, sendo substituída por termos como 'influencer', 'socialite' ou 'celebridade'.

Representações

Século XX - XXI

Em filmes, séries e novelas históricas que retratam o Brasil Imperial, personagens que se encaixam na descrição de 'frequentadora-da-corte' são representadas, mas raramente com o termo exato sendo proferido. O foco é na descrição do comportamento e do status social.

Período Colonial e Imperial (Séculos XVI - XIX)

Surgimento e consolidação do termo, associado à elite e à corte portuguesa no Brasil. → ver detalhes

Início da República e Mudanças Sociais (Final do Século XIX - Início do Século XX)

Declínio do uso literal com o fim da monarquia, mas a ideia de frequentar a 'alta sociedade' persiste. → ver detalhes

Período Contemporâneo (Meados do Século XX - Atualidade)

Uso residual e histórico, com ressignificações em contextos específicos. → ver detalhes

frequentadora-da-corte

Composição de 'frequentadora' (do latim frequentator, -oris) e 'corte' (do latim cortis, derivado de cohors, cohortis).

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