fundara
Do verbo latino 'habere'.
Origem
Do verbo latino 'fundare', que significa lançar as bases, estabelecer, construir, fundar.
Mudanças de sentido
A forma verbal correspondente ao pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo já existia, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada.
Mantém o sentido original de ação passada anterior a outra ação passada, comum em narrativas e documentos históricos.
A forma 'fundara' é reconhecida como uma conjugação específica do pretérito mais-que-perfeito simples, com uso restrito a contextos formais e literários.
Embora a forma 'fundara' seja gramaticalmente correta, o uso do pretérito mais-que-perfeito composto ('tinha fundado') ou do pretérito perfeito ('fundou') é muito mais comum na fala e escrita contemporâneas, tornando 'fundara' uma forma menos frequente no uso geral.
Primeiro registro
Registros em textos em português arcaico, como crônicas e documentos legais, onde a conjugação do pretérito mais-que-perfeito simples era utilizada.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que buscavam um registro mais formal da língua, como romances históricos e textos acadêmicos.
Continua a aparecer em literatura de cunho mais erudito e em gramáticas normativas que descrevem a conjugação verbal completa.
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito simples ('pluperfect') como 'had founded' é usado de forma similar para indicar uma ação anterior a outra no passado. Espanhol: A forma 'fundara' tem um equivalente direto no pretérito pluscuamperfecto de subjuntivo ('hubiera fundado') ou no pretérito imperfecto de subjuntivo ('fundase'), dependendo do contexto, e no pretérito anterior ('fundó') em contextos literários específicos. Francês: O 'plus-que-parfait' ('avait fondé') cumpre função análoga. Italiano: O 'trapassato prossimo' ('aveva fondato') e o 'trapassato remoto' ('ebbe fondato') são usados para expressar tempos verbais passados anteriores a outros.
Relevância atual
A forma 'fundara' é considerada arcaica e de uso restrito. É encontrada principalmente em estudos gramaticais, textos literários de cunho histórico ou formal, e em contextos onde se busca intencionalmente um registro linguístico mais erudito. O uso coloquial e a maioria dos textos contemporâneos preferem construções como 'tinha fundado' ou 'fundou'. A palavra é formal/dicionarizada, conforme indicado no contexto RAG (4_lista_exaustiva_portugues.txt).
Origem Latina e Formação
Século XIII - Deriva do latim 'fundare', que significa 'lançar as bases', 'estabelecer', 'construir'. A forma 'fundara' é o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, uma conjugação verbal que remonta ao latim vulgar e se consolidou nas línguas românicas.
Consolidação no Português
Idade Média - A forma verbal 'fundara' já estava presente no português arcaico, mantendo seu sentido original de ação concluída no passado anterior a outro ponto do passado. Era utilizada em textos literários e administrativos.
Uso Moderno e Dicionarização
Século XIX em diante - A palavra 'fundara' é formalmente registrada em dicionários como uma forma verbal específica do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, 3ª pessoa do singular, do verbo 'fundar'. Seu uso se restringe a contextos formais e literários.
Do verbo latino 'habere'.