góticas
Derivado de 'gótico', relativo aos godos ou ao estilo arquitetônico e artístico medieval.
Origem
Deriva do nome do povo germânico 'godos'. Inicialmente, o termo 'gótico' foi cunhado por artistas italianos do Renascimento para descrever pejorativamente a arquitetura e a arte que se desenvolveram na Europa Ocidental a partir do século XII, em contraste com os ideais clássicos greco-romanos. A intenção era associar esse estilo à 'barbárie' dos povos germânicos.
Mudanças de sentido
Conotação negativa, associada à 'idade das trevas', ao 'bárbaro' e ao 'desordenado'.
Revalorização pelo Romantismo, associada ao sublime, ao mistério, ao pitoresco, ao nacionalismo e ao medievalismo. A palavra 'góticas' passa a evocar sentimentos de grandiosidade, melancolia e espiritualidade.
Expansão para abranger subculturas (movimento gótico), gêneros literários (terror gótico), musicais e estéticas visuais. O termo 'góticas' pode se referir a um estilo de moda, comportamento ou expressão artística que remete a elementos sombrios, melancólicos ou dramáticos, mantendo uma ligação com a estética medieval e romântica, mas com novas ressignificações.
Primeiro registro
O termo 'gótico' em sentido artístico e arquitetônico é atribuído a Giorgio Vasari em sua obra 'Vidas dos mais excelentes pintores, escultores e arquitetos' (1550), onde o utiliza de forma depreciativa para descrever a arquitetura medieval que não seguia os princípios clássicos. A forma adjetiva 'góticas' para descrever características desse estilo se dissemina a partir daí.
Momentos culturais
Construção das grandes catedrais góticas na Europa (Notre-Dame de Paris, Catedral de Chartres, Catedral de Colônia), que se tornam marcos arquitetônicos e símbolos do estilo.
Publicação de obras literárias como 'O Corcunda de Notre Dame' de Victor Hugo (1831), que populariza a estética gótica e a arquitetura associada. O movimento Romântico, com seu interesse pelo medieval e pelo sublime, impulsiona a valorização do 'gótico'.
Surgimento da subcultura gótica, com bandas musicais como Bauhaus, Siouxsie and the Banshees e The Cure, que definem uma estética e um som associados ao termo 'gótico' em um contexto moderno.
Representações
Filmes como 'Drácula de Bram Stoker' (1992), 'Entrevista com o Vampiro' (1994) e a franquia 'O Senhor dos Anéis' (2001-2003) frequentemente utilizam elementos visuais e temáticos associados ao gótico, como castelos sombrios, atmosfera de mistério e elementos sobrenaturais.
Séries como 'Penny Dreadful' (2014-2016) e 'Wednesday' (2022) exploram estéticas e narrativas góticas, com cenários sombrios, personagens melancólicos e temas de horror e mistério.
Comparações culturais
Inglês: 'Gothic' é usado de forma similar, referindo-se ao estilo arquitetônico, literário (Gothic novel) e à subcultura. Espanhol: 'Gótico' também se refere ao estilo arquitetônico, literário e à subcultura, com forte influência da literatura de terror espanhola e latino-americana. Alemão: 'Gotisch' remete primariamente ao estilo arquitetônico e histórico, com menos ênfase na subcultura moderna em comparação com o inglês.
Relevância atual
A palavra 'góticas' continua relevante em múltiplos campos: na arquitetura e história da arte, como um estilo reconhecido e estudado; na literatura e cinema, como um gênero ou fonte de inspiração para narrativas de suspense, terror e fantasia; e na moda e música, como um elemento estético de subculturas que valorizam o sombrio, o melancólico e o dramático. A palavra 'góticas' (no plural) é frequentemente usada para descrever características específicas desse estilo ou elementos associados a ele.
Origem e Associação Medieval
Século XII-XIII — O termo 'gótico' surge na Itália para descrever um estilo arquitetônico e artístico que se distanciava dos cânones clássicos greco-romanos, sendo inicialmente usado de forma pejorativa para se referir ao que era considerado 'bárbaro' ou 'germânico', em alusão aos godos.
Renascimento e Crítica Estética
Séculos XV-XVIII — Durante o Renascimento, o termo 'gótico' manteve sua conotação negativa, associado à 'idade das trevas' e a um estilo considerado grosseiro e desordenado em contraste com a harmonia e o equilíbrio clássicos. A palavra 'góticas' como adjetivo para descrever características desse estilo se consolida nesse período.
Redescobrimento Romântico e Valorização
Século XIX — O Romantismo resgata e revaloriza o estilo gótico, associando-o ao sublime, ao pitoresco, ao mistério e ao nacionalismo. A palavra 'góticas' passa a ser usada para descrever não apenas a arquitetura, mas também a literatura, a música e a atmosfera associadas a esse período e a esse estilo, ganhando uma carga emocional e estética positiva.
Uso Contemporâneo e Diversificação
Século XX-XXI — O termo 'góticas' mantém seu uso para descrever o estilo arquitetônico e artístico, mas também se expande para abranger subculturas, estéticas musicais (gótico), literárias (terror gótico) e visuais. A palavra é formalmente dicionarizada e seu uso é comum em contextos culturais, artísticos e históricos.
Derivado de 'gótico', relativo aos godos ou ao estilo arquitetônico e artístico medieval.