gastar-se-ao
Origem
O verbo 'gastar' tem origem no latim vulgar 'vastare', que significa arruinar, devastar, esvaziar. A forma 'gastar-se-ao' é uma construção verbal arcaica, combinando o verbo 'gastar' com pronomes oblíquos enclíticos e uma terminação verbal antiga.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'vastare' era de destruição, devastação.
O verbo 'gastar' evoluiu para significar consumir, esbanjar, usar até o fim, cansar, enfraquecer. A forma 'gastar-se-ao' implicaria uma ação reflexiva ou recíproca de se consumir ou se esgotar no futuro.
A forma 'gastar-se-ao' não possui um sentido estabelecido por não ser uma construção gramaticalmente válida ou documentada no português moderno. O verbo 'gastar' mantém seus sentidos de consumir, usar, esgotar, cansar.
Primeiro registro
A forma específica 'gastar-se-ao' não possui registros documentados consistentes em corpora linguísticos do português arcaico ou moderno. Sua existência é hipotética ou restrita a possíveis erros de transcrição ou variações dialetais não catalogadas.
Comparações culturais
Inglês: A construção 'gastar-se-ao' não tem equivalente direto. O verbo 'to spend' (gastar dinheiro) ou 'to wear out' (gastar, cansar) no futuro seria 'they will spend' ou 'they will wear out'. A forma reflexiva seria 'they will wear themselves out'. Espanhol: O verbo 'gastar' em espanhol é 'gastar'. A forma futura seria 'ellos/ellas se gastarán'. A construção arcaica 'gastar-se-ao' não encontra paralelo direto. Francês: O verbo 'user' (gastar, desgastar) ou 'dépenser' (gastar dinheiro). O futuro seria 'ils/elles s'useront' ou 'ils/elles dépenseront'.
Relevância atual
A forma 'gastar-se-ao' é irrelevante no português brasileiro contemporâneo, sendo considerada uma construção gramaticalmente incorreta ou obsoleta. O verbo 'gastar' é amplamente utilizado com seus sentidos modernos de consumir, usar, esgotar ou cansar.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'gastar' deriva do latim vulgar 'vastare', que significa arruinar, devastar, esvaziar. A forma 'gastar-se-ao' é uma conjugação verbal arcaica do futuro do subjuntivo ou futuro do indicativo, com pronome oblíquo enclítico, do verbo 'gastar'. A terminação '-ao' é uma forma antiga do pronome 'os' ou 'as', ou uma forma de terceira pessoa do plural do verbo. A construção 'gastar-se-ao' seria equivalente a 'eles/elas se gastarão' ou 'eles/elas gastarão a si mesmos'.
Uso Arcaico e Desuso
Séculos XIV a XVIII - A forma 'gastar-se-ao' é extremamente rara e considerada arcaica mesmo em períodos anteriores ao português moderno. A conjugação com pronome enclítico ('gastar-se-ao') era mais comum em textos antigos, mas a forma específica com '-ao' para o pronome oblíquo é atípica e possivelmente um erro de transcrição ou uma variação dialetal muito específica e pouco documentada. O verbo 'gastar' em si evoluiu para significar consumir, esbanjar, usar até o fim, ou cansar.
Desuso e Inexistência no Português Moderno
Século XIX até a Atualidade - A forma 'gastar-se-ao' não é reconhecida como um vocábulo legítimo no português brasileiro ou em qualquer outra variante do português. A conjugação verbal moderna para a terceira pessoa do plural do futuro do indicativo seria 'eles/elas se gastarão' ou 'eles/elas gastarão'. A construção 'gastar-se-ao' soa como um erro gramatical ou uma forma obsoleta e não documentada de maneira consistente.