gongorismo
Derivado do nome do poeta espanhol Luis de Góngora y Argote (1561-1627).
Origem
Deriva do nome do poeta espanhol Luis de Góngora y Argote, cujas obras são o epítome do estilo cultista e barroco.
Mudanças de sentido
Originalmente descrevia um estilo literário específico, o cultismo, caracterizado pela complexidade formal e vocabulário erudito.
Passou a ter uma conotação predominantemente negativa, sendo usado para criticar qualquer forma de linguagem ou expressão considerada artificial, pedante, obscura ou excessivamente ornamentada, mesmo em contextos não literários.
O termo 'gongorismo' hoje é frequentemente empregado como sinônimo de 'pedantismo' ou 'rebuscamento desnecessário', aplicável a discursos políticos, acadêmicos ou até mesmo informais que se afastam da clareza e da naturalidade.
Primeiro registro
Registros em obras de crítica literária e estudos sobre o Barroco em língua portuguesa, referenciando o estilo de Góngora.
Momentos culturais
O estilo que deu origem ao termo floresceu na Espanha e influenciou a literatura em língua portuguesa, com autores como Gregório de Matos no Brasil demonstrando características semelhantes, embora o termo 'gongorismo' seja mais diretamente ligado ao modelo espanhol.
O termo foi amplamente discutido e categorizado por críticos literários ao analisar a poesia barroca e seus derivados.
Comparações culturais
Inglês: O termo 'gongorism' existe, mas é menos comum e geralmente restrito a discussões acadêmicas sobre literatura espanhola. O conceito de linguagem excessivamente ornamentada pode ser comparado a termos como 'purple prose' ou 'florid language'. Espanhol: 'Gongorismo' é um termo central para descrever o estilo de Góngora e o cultismo, sendo amplamente estudado e compreendido no contexto literário hispânico. Francês: O termo 'gongorisme' também é usado em estudos literários, mas o conceito de linguagem rebuscada pode ser associado a outros movimentos ou autores específicos da tradição francesa.
Relevância atual
O termo 'gongorismo' sobrevive como um adjetivo pejorativo para descrever a obscuridade e o artificialismo na linguagem, sendo um lembrete da tensão histórica entre a busca pela expressão artística e a necessidade de clareza comunicativa. É uma palavra formal/dicionarizada, mas seu uso é mais frequente em contextos de crítica do que em descrições neutras. (4_lista_exaustiva_portugues.txt)
Origem Etimológica
Século XVII — Deriva do nome do poeta espanhol Luis de Góngora y Argote (1561-1627), cujas obras apresentavam um estilo literário complexo e ornamentado.
Entrada e Uso no Português
Século XVIII em diante — O termo 'gongorismo' foi adotado em Portugal e, posteriormente, no Brasil, para descrever um estilo literário que imitava as características da poesia de Góngora, marcado pelo cultismo, hipérbatos e vocabulário erudito.
Uso Contemporâneo
Atualidade — Embora o estilo literário em si seja menos comum, o termo 'gongorismo' é ocasionalmente utilizado de forma pejorativa para criticar textos ou discursos excessivamente rebuscados, pedantes ou de difícil compreensão, mesmo fora do contexto estritamente literário.
Derivado do nome do poeta espanhol Luis de Góngora y Argote (1561-1627).