guiné
Origem incerta, possivelmente de origem africana.
Origem
Deriva do latim 'numidicus', relacionado à Numídia, região da África. O nome do país Guiné também tem origem africana (berbere).
Mudanças de sentido
Nomeação das aves africanas trazidas para a Europa e consolidação do nome do país africano.
Manutenção da dupla referência: ave (galinha-d'angola) e país africano.
A ave é conhecida popularmente como 'galinha-d'angola' ou simplesmente 'guiné', sendo comum em criações domésticas e na culinária brasileira. O país Guiné, na África Ocidental, é uma entidade geopolítica distinta.
Primeiro registro
Registros em crônicas de viagens e documentos de navegação que descrevem a fauna e a geografia das terras exploradas pelos portugueses na África.
Momentos culturais
A ave 'guiné' torna-se parte da fauna introduzida e da paisagem rural brasileira, presente em fazendas e sítios.
O país Guiné ganha destaque em notícias sobre descolonização e política africana.
A ave é um ingrediente em receitas regionais brasileiras. O país Guiné é tema em discussões sobre relações internacionais e desenvolvimento.
Comparações culturais
Inglês: 'Guinea fowl' para a ave, 'Guinea' para o país. Espanhol: 'Gallina de Guinea' ou 'pintada' para a ave, 'Guinea' para o país. Francês: 'Pintade' para a ave, 'Guinée' para o país. Alemão: 'Perlhuhn' para a ave, 'Guinea' para o país.
Relevância atual
A palavra 'guiné' mantém sua relevância no Brasil tanto no contexto da agropecuária e culinária (referindo-se à ave) quanto no contexto geopolítico e de relações internacionais (referindo-se ao país africano).
Origem Etimológica
Século XV/XVI — do latim 'numidicus', referindo-se à Numídia, antiga região da África do Norte, de onde as aves foram trazidas para a Europa. O nome do país Guiné (África Ocidental) também deriva de termos berberes para 'terra dos negros', e a associação com as aves pode ter se consolidado pela origem africana comum.
Entrada na Língua Portuguesa
Séculos XVI-XVII — A palavra 'guiné' entra no vocabulário português, referindo-se às aves trazidas da África, possivelmente por navegadores portugueses. O nome do país africano, Guiné, também se consolida nesse período.
Uso Histórico e Atual
Séculos XVIII-XX — O uso para as aves ('galinha-d'angola') se mantém comum. O nome do país ganha proeminência geopolítica. No Brasil, a ave é amplamente criada em áreas rurais. O país Guiné passa por processos de independência e desenvolvimento.
Uso Contemporâneo
Atualidade — 'Guiné' refere-se tanto à ave (comum na culinária e criação rural) quanto ao país africano (República da Guiné e outras nações com 'Guiné' no nome). A palavra mantém sua dualidade semântica.
Origem incerta, possivelmente de origem africana.