gula
Do latim 'gula', de 'gulosus', guloso.
Origem
Do latim 'gula', significando 'garganta' ou 'apetite', remetendo à ideia de devorar.
Mudanças de sentido
Associada ao pecado capital, representando o excesso descontrolado na alimentação e a falta de temperança.
Mantém o sentido de excesso alimentar, mas começa a ser usada em contextos mais amplos, embora ainda com conotação negativa.
Preserva o sentido literal de excesso alimentar e é frequentemente usada metaforicamente para descrever um desejo intenso e insaciável por algo, como 'gula por conhecimento' ou 'gula por sucesso'.
A palavra 'gula' é formal e dicionarizada, com seu uso principal focado no exagero na comida ou bebida, ou um apetite insaciável. Sua carga negativa como pecado ainda ressoa, mas o uso metafórico a expande para outros domínios de desejo intenso.
Primeiro registro
Registros em textos religiosos e literários medievais em português, refletindo a influência da teologia cristã.
Momentos culturais
A representação da gula como um dos sete pecados capitais em sermões, arte e literatura religiosa.
Presença em obras literárias que exploram os vícios humanos e as tentações, como em textos de Gil Vicente.
A gula é tema recorrente em discussões sobre saúde, dietas, transtornos alimentares e, metaforicamente, em narrativas sobre ambição e desejo.
Vida emocional
Fortemente associada à vergonha, condenação moral e culpa, como um vício a ser combatido.
Ainda carrega um peso negativo relacionado à falta de autocontrole, mas o uso metafórico pode suavizar essa carga, dependendo do contexto, podendo até ser associada a um entusiasmo desmedido.
Representações
Personagens retratados com gula em filmes e novelas, frequentemente associados a excessos, vícios ou como traço de personalidade cômico ou trágico.
Continua a ser um tema explorado em romances e contos, tanto no sentido literal quanto figurado.
Comparações culturais
Inglês: 'Gluttony', também um dos sete pecados capitais, com forte conotação moral negativa. Espanhol: 'Gula', igualmente um dos sete pecados capitais ('los siete pecados capitales'), com sentido similar ao português. Francês: 'Gourmandise', que pode ter uma conotação mais positiva de apreço pela boa comida, embora 'gloutonnerie' se aproxime mais da gula negativa. Alemão: 'Völlerei', também associado ao pecado capital e ao excesso.
Relevância atual
A palavra 'gula' permanece relevante em discussões sobre saúde pública, bem-estar, transtornos alimentares e como metáfora para desejos intensos em diversas áreas da vida, mantendo sua carga histórica de excesso e falta de controle.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'gula', que significa 'garganta' ou 'apetite', com conotações de voracidade.
Gula como Pecado Capital
Na Idade Média, a gula foi incorporada à lista dos sete pecados capitais pela teologia cristã, associada ao excesso e à falta de controle sobre os desejos carnais.
Entrada e Uso no Português
A palavra 'gula' entra na língua portuguesa com o sentido de excesso na comida e bebida, mantendo sua carga negativa. É registrada em textos literários e religiosos.
Uso Contemporâneo
A palavra 'gula' mantém seu sentido primário de excesso alimentar, mas também é usada metaforicamente para descrever um desejo insaciável por outras coisas, como conhecimento ou poder. É uma palavra formal/dicionarizada.
Do latim 'gula', de 'gulosus', guloso.