haveis
Do latim 'habere'.
Origem
Do verbo latino 'habere', que significava 'ter' ou 'possuir'. A conjugação evoluiu para o português arcaico.
Mudanças de sentido
Forma verbal 'haver' na segunda pessoa do plural (vós) do presente do indicativo, com o sentido de 'possuir' ou 'existir'.
A forma 'haveis' perdeu sua função gramatical ativa devido à substituição de 'vós' por 'vocês' na norma culta e coloquial.
A mudança na preferência pronominal (de 'vós' para 'vocês') levou à obsolescência de conjugações como 'haveis', 'fazeis', 'quereis', que foram substituídas por formas como 'vocês têm', 'vocês fazem', 'vocês querem'.
Primeiro registro
Registros em documentos notariais, crônicas e textos literários da época, como as Cantigas de Santa Maria (embora em galego-português).
Momentos culturais
Presente em documentos oficiais e correspondências formais, refletindo a norma culta da época, influenciada pelo português europeu.
Encontrada em obras de autores como Machado de Assis em seus primeiros escritos ou em textos que emulam o estilo do século XVIII, para fins de ambientação histórica.
Comparações culturais
Inglês: O equivalente seria a forma verbal 'have' na segunda pessoa do plural (you have), que não sofreu a mesma alteração de uso pronominal e mantém sua forma. Espanhol: O equivalente seria 'habéis' (segunda pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'haber'), que também caiu em desuso na América Latina, sendo substituído por 'ustedes han', mas ainda é usado em algumas regiões da Espanha. Francês: O equivalente seria 'avez' (segunda pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'avoir'), que se manteve em uso com a forma pronominal 'vous'.
Relevância atual
A palavra 'haveis' é considerada arcaica no português brasileiro. Sua relevância reside em seu valor histórico e linguístico, sendo um marcador de um estágio anterior da língua e da evolução das formas de tratamento.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do verbo latino 'habere' (ter, possuir), que evoluiu para o português arcaico 'haver'. A forma 'haveis' surge como a conjugação da segunda pessoa do plural (vós) no presente do indicativo.
Uso Arcaico e Transição para o Português Moderno
Séculos XIV-XVIII — 'Haveis' era comum na escrita e fala formal, especialmente em documentos legais, religiosos e literários. Com a diminuição do uso da segunda pessoa do plural 'vós' em favor de 'vocês' (originalmente terceira pessoa), a forma 'haveis' começou a cair em desuso.
Desuso e Presença Histórica
Século XIX-Atualidade — A forma 'haveis' tornou-se arcaica e raramente utilizada na comunicação cotidiana no Brasil. Sua presença é restrita a textos históricos, religiosos (como a Bíblia em versões antigas) ou em contextos literários que buscam evocar um estilo antigo.
Do latim 'habere'.