havermos
Do latim 'habere'.
Origem
Deriva do verbo latino 'habere', com o sentido de 'ter', 'possuir'. A forma 'havermos' é uma conjugação específica deste verbo.
Mudanças de sentido
Originalmente, 'haver' e suas conjugações como 'havermos' mantinham o sentido de posse ou existência herdado do latim.
O sentido de posse ou existência em 'havermos' foi gradualmente substituído por 'termos' na linguagem corrente. O verbo 'haver' em si sobreviveu com outros usos (impessoal, como sinônimo de ocorrer, existir).
A forma 'havermos' como primeira pessoa do plural de 'haver' (no sentido de ter) é hoje considerada arcaica e pouco usual no português brasileiro. O uso mais comum de 'haver' no plural é na terceira pessoa do plural ('hão de') ou em construções impessoais ('há').
Primeiro registro
Registros da língua portuguesa medieval já apresentam o verbo 'haver' e suas conjugações, incluindo formas que evoluíram para 'havermos'.
Momentos culturais
Aparece em obras literárias mais antigas, como em textos de Camões ou em documentos históricos, onde o uso era mais frequente e aceito.
Comparações culturais
Inglês: A forma 'we shall have' ou 'we are to have' em contextos muito formais ou arcaicos pode ter uma equivalência funcional, mas o verbo 'to have' é muito mais flexível e comum. Espanhol: 'Haber' é um verbo auxiliar fundamental, mas a forma 'habermos' (primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo de 'haber') é usada em construções específicas, como 'esperamos habermos terminado' (we hope to have finished), mantendo uma formalidade similar à do português.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'havermos' é uma forma verbal de uso extremamente restrito, confinada a registros escritos formais, jurídicos ou literários que buscam um estilo arcaizante. Na comunicação oral e na escrita informal, é praticamente inexistente, tendo sido substituída por 'termos'.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'haver' tem origem no latim 'habere', que significa 'ter', 'possuir'. A forma 'havermos' é a primeira pessoa do plural do presente do indicativo ou do presente do subjuntivo, ou a segunda pessoa do plural do imperativo, do verbo 'haver'. Sua entrada no português se deu com a própria formação da língua a partir do latim vulgar.
Uso Arcaico e Formal
Idade Média - Século XIX - 'Havermos' era utilizado em contextos mais formais, literários e jurídicos, frequentemente com o sentido de 'termos' ou 'possuirmos'. Sua frequência diminuiu com a simplificação da linguagem e a preferência por outras construções.
Uso Contemporâneo
Século XX - Atualidade - A forma 'havermos' é raramente utilizada na fala cotidiana no Brasil, sendo considerada arcaica ou excessivamente formal. Seu uso é restrito a textos muito formais, documentos legais, ou em contextos literários que buscam um tom específico. A forma 'termos' é a preferida na maioria das situações.
Do latim 'habere'.