havia-copiado
Combinação do verbo auxiliar 'haver' (latim 'habere') com o particípio passado do verbo 'copiar' (do latim 'copiare').
Origem
A estrutura de tempos compostos com o verbo 'habere' (ter) como auxiliar, que evoluiu para 'haver' em português, tem raízes no latim vulgar. O particípio passado 'copiatus' (de 'copiare') é a origem do particípio 'copiado'.
A combinação de 'haver' + particípio passado para formar o pretérito mais-que-perfeito composto se desenvolveu a partir do latim, tornando-se uma forma verbal padrão na língua portuguesa.
Mudanças de sentido
O sentido primário é estritamente gramatical: indicar uma ação concluída antes de outra ação passada. Não há uma mudança de sentido intrínseca à forma 'havia copiado', mas sim uma variação na sua frequência de uso e preferência estilística.
No português brasileiro contemporâneo, a preferência por 'tinha copiado' em detrimento de 'havia copiado' em contextos informais é notável, embora ambas as formas sejam semanticamente equivalentes para expressar a anterioridade temporal.
A preferência pelo pretérito imperfeito do indicativo ('tinha') como auxiliar em tempos compostos é uma característica marcante do português brasileiro, contrastando com o português europeu, onde o pretérito mais-que-perfeito simples ('copiara') ou o composto com 'haver' ('havia copiado') podem ser mais frequentes em certos registros.
Primeiro registro
Registros de textos em português antigo e renascentista já demonstram o uso de tempos verbais compostos com 'haver' como auxiliar, indicando a consolidação da estrutura que leva a 'havia copiado'.
Momentos culturais
A forma 'havia copiado' é recorrente em obras literárias dos séculos XVII a XIX, como em Machado de Assis, onde a precisão gramatical era valorizada.
A forma é ensinada em gramáticas normativas como um exemplo do pretérito mais-que-perfeito composto, enfatizando sua correção formal.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura equivalente seria o Past Perfect, como 'had copied'. Espanhol: O Pretérito Pluscuamperfecto de Indicativo, como 'había copiado'. Ambos os idiomas utilizam uma estrutura auxiliar + particípio para expressar a mesma ideia de anterioridade temporal.
Relevância atual
No português brasileiro, 'havia copiado' é considerado gramaticalmente correto, mas menos comum na linguagem coloquial em comparação com 'tinha copiado'. É mais frequente em textos formais, acadêmicos e literários, onde a norma culta é rigorosamente seguida. Sua relevância reside na sua função gramatical precisa e na sua presença em registros linguísticos mais formais.
Formação Verbal e Uso Inicial
Séculos XV-XVI — A forma verbal composta 'havia copiado' (pretérito mais-que-perfeito composto) começa a se consolidar no português, refletindo a influência do latim e a evolução gramatical da língua. O verbo 'haver' como auxiliar de tempo composto ganha proeminência.
Consolidação Gramatical e Literária
Séculos XVII-XIX — A estrutura 'havia copiado' é amplamente utilizada na literatura e na escrita formal para expressar ações passadas anteriores a outras ações passadas, seguindo as normas gramaticais estabelecidas.
Uso Contemporâneo e Simplificação
Séculos XX-XXI — Embora 'havia copiado' permaneça gramaticalmente correto, o uso do pretérito mais-que-perfeito simples ('copiara') ou a reestruturação da frase com o pretérito perfeito composto ('tinha copiado') tornam-se mais comuns na fala e na escrita informal, especialmente no português brasileiro.
Combinação do verbo auxiliar 'haver' (latim 'habere') com o particípio passado do verbo 'copiar' (do latim 'copiare').