idolatria

Do grego eidōlon 'imagem, ídolo' + -latria 'adoração'.

Origem

Antiguidade Clássica

Do grego 'eidolon' (imagem, ídolo) e 'latreia' (serviço, culto), passando pelo latim 'idolatria'. Refere-se ao culto de imagens e divindades pagãs.

Mudanças de sentido

Primeiros séculos d.C.

Conotação negativa no cristianismo, associada à adoração de falsos deuses e heresia.

Séculos XV - XVIII

Expansão para o sentido figurado: admiração excessiva ou devoção a pessoas, objetos ou ideias em contextos seculares.

O uso figurado se consolidou, permitindo a aplicação da palavra a fenômenos como a adoração de ídolos pop, a devoção a líderes políticos ou a paixão por marcas.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos religiosos e jurídicos medievais em Portugal e Espanha, refletindo o contexto de debates teológicos e a consolidação do cristianismo. A entrada no português brasileiro se deu com a colonização.

Momentos culturais

Século XX

A ascensão da cultura de massa e do estrelato pop intensificou o uso figurado da palavra em discussões sobre fãs e celebridades.

Atualidade

Presente em análises sobre fandoms, cultura de influenciadores digitais e o culto a personalidades na mídia e nas redes sociais.

Conflitos sociais

Período Colonial e Imperial

Associada à catequese e à erradicação de práticas religiosas indígenas e africanas, vistas como idolatria pelos colonizadores.

Atualidade

Debates sobre a linha tênue entre admiração e idolatria, especialmente no contexto de figuras públicas e influenciadores, levantando questões sobre manipulação e consumismo.

Vida emocional

Carrega um peso histórico de condenação religiosa, mas também a leveza da admiração popular e do fanatismo.

Vida digital

Termo frequentemente usado em discussões sobre celebridades, influenciadores digitais e fandoms nas redes sociais.

Presente em hashtags e comentários sobre admiração excessiva por figuras públicas ou marcas.

Representações

Século XX - Atualidade

Temas de idolatria a artistas, músicos e personagens são recorrentes em novelas, filmes e séries, explorando a devoção dos fãs e as consequências dessa adoração.

Comparações culturais

Inglês: 'Idolatry' (sentido religioso e figurado similar). Espanhol: 'Idolatría' (sentido religioso e figurado similar). Francês: 'Idolâtrie' (sentido religioso e figurado similar). Alemão: 'Götzenverehrung' (literalmente 'veneração de ídolos', mais focado no sentido religioso).

Relevância atual

A palavra 'idolatria' mantém sua relevância ao descrever a intensidade da admiração e devoção na sociedade contemporânea, especialmente no contexto digital e da cultura pop, além de seu uso no discurso religioso.

Origem Grega e Latim

Deriva do grego 'eidolon' (imagem, ídolo) e 'latreia' (serviço, culto), passando pelo latim 'idolatria'. Originalmente, referia-se ao culto de imagens e divindades pagãs.

Cristianismo e Idade Média

Com a ascensão do cristianismo, o termo adquiriu conotação negativa, associado à adoração de falsos deuses e à heresia. Tornou-se um termo central em debates teológicos e na perseguição a práticas consideradas pagãs.

Era Moderna e Sentido Figurado

A partir da Era Moderna, o sentido de 'idolatria' expandiu-se para além do contexto religioso, passando a descrever admiração excessiva ou devoção a pessoas, objetos ou ideias, mesmo em contextos seculares.

Uso Contemporâneo

No português brasileiro contemporâneo, 'idolatria' é uma palavra formal e dicionarizada, utilizada tanto em seu sentido religioso original quanto, mais frequentemente, em seu sentido figurado para descrever adoração ou admiração exagerada por celebridades, figuras públicas, marcas ou até mesmo conceitos.

idolatria

Do grego eidōlon 'imagem, ídolo' + -latria 'adoração'.

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