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idolatramos

Do latim 'idolatrare', derivado de 'idolum' (ídolo) e 'latreia' (adoração).

Origem

Século XIV

Do latim 'idolum' (imagem, fantasma, ídolo), com a raiz grega 'eidolon' (forma, aparência), e o sufixo '-atrare' (ação, prática).

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Sentido primário: veneração religiosa de imagens ou falsos deuses.

Séculos XIX-XXI

Expansão para admiração excessiva, devoção ou amor intenso por pessoas, objetos, ideias ou atividades.

O uso se seculariza, aplicando-se a ídolos da cultura pop, artistas, esportistas, marcas e até mesmo a conceitos abstratos, como 'idolatramos a juventude' ou 'idolatramos o sucesso'.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Registros em textos religiosos e administrativos da época da colonização portuguesa, com o sentido de adoração de ídolos.

Momentos culturais

Século XX

Popularização do uso em letras de música popular brasileira (MPB) e samba, expressando paixões por artistas e temas.

Anos 1990-2000

Intensificação do uso em referência a celebridades, atores e músicos, refletindo a ascensão da cultura de massa e do fanatismo.

Conflitos sociais

Período Colonial

Conflito entre a idolatria indígena e a religião cristã imposta, onde 'idolatrar' era um termo pejorativo para práticas religiosas não cristãs.

Atualidade

Debates sobre o fanatismo em redes sociais e a adoração de figuras públicas, levantando questões sobre a linha tênue entre admiração e idolatria prejudicial.

Vida emocional

Séculos XV-XVI

Peso negativo, associado à heresia e ao pecado.

Séculos XIX-XXI

Ambiguidade: pode carregar tanto um tom de admiração genuína e afeto intenso, quanto de crítica à superficialidade ou ao fanatismo.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

Uso frequente em redes sociais para expressar admiração por influenciadores digitais, artistas e marcas. Aparece em hashtags como #idolatramos e em comentários de exaltação.

Atualidade

Pode ser usada ironicamente ou com humor para descrever a devoção a algo trivial ou a uma pessoa de forma exagerada.

Representações

Século XX - Atualidade

Presente em letras de música, roteiros de novelas e filmes, retratando relações de fã-ídolo, devoção religiosa ou paixões avassaladoras.

Comparações culturais

Geral

Inglês: 'to idolize' (com sentido similar, desde o século XVI). Espanhol: 'idolatrar' (com origem e evolução muito próximas ao português). Francês: 'idolâtrer'. Alemão: 'anbeten' (adorar, venerar, com conotação mais religiosa) ou 'verehren' (venerar, honrar).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'idolatramos' mantém sua dupla conotação: a de admiração profunda e a de crítica ao fanatismo. É amplamente utilizada no discurso cotidiano, nas redes sociais e na mídia para descrever a intensidade de sentimentos por figuras ou conceitos.

Origem Etimológica

Século XIV - Deriva do latim 'idolum' (imagem, fantasma, ídolo) e do sufixo '-atrare', indicando ação ou prática. A raiz grega 'eidolon' significa 'forma' ou 'aparência'.

Entrada e Evolução no Português

Séculos XV-XVI - O verbo 'idolatrar' e suas conjugações, como 'idolatramos', entram no vocabulário português, inicialmente com o sentido religioso de venerar imagens ou falsos deuses. O contexto da colonização e da catequese no Brasil reforça este uso.

Ressignificação e Uso Contemporâneo

Séculos XIX-XXI - O sentido se expande para além do religioso, passando a significar admiração excessiva, devoção ou amor intenso por pessoas, objetos, ideias ou atividades. 'Idolatramos' torna-se uma forma de expressar grande apreço ou fascínio.

idolatramos

Do latim 'idolatrare', derivado de 'idolum' (ídolo) e 'latreia' (adoração).

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