ilegitimas
Do latim 'illegitimus', de 'in-' (não) + 'legitimus' (legítimo).
Origem
Do latim 'illegitimus', formado por 'in-' (não) e 'legitimus' (legal, legítimo). Significa 'não legal', 'ilegal', 'ilegítimo'.
Mudanças de sentido
Predominantemente usado em contextos legais e religiosos para designar o que não segue normas, como filhos fora do casamento ou ações ilegais. O sentido legal e moral é central.
Expande para descrever ações, governos ou sentimentos moralmente questionáveis ou sem fundamento justo. Mantém o sentido de ilegalidade, mas com forte conotação de injustiça ou falta de base moral.
No Brasil, a palavra é frequentemente usada em debates políticos para desqualificar atos ou regimes, e em discussões sociais para criticar comportamentos ou estruturas consideradas injustas ou sem validade. A conotação é sempre de desaprovação e contestação.
Primeiro registro
Registros em português arcaico com o sentido de 'não legal' ou 'fora da lei'.
Momentos culturais
Uso frequente em documentos legais e religiosos para classificar nascimentos fora do casamento e heranças, refletindo a moralidade da época.
A palavra ganha proeminência em discursos políticos para contestar a legitimidade de governos, eleições ou leis, especialmente em períodos de instabilidade política.
Conflitos sociais
A designação de 'ilegítimo' a filhos fora do casamento gerou estigma social e exclusão por séculos.
O uso em debates políticos frequentemente polariza a sociedade, com acusações de ilegitimidade sendo usadas como arma retórica para deslegitimar oponentes.
Vida emocional
A palavra 'ilegítimas' carrega um forte peso negativo, associado à transgressão, ilegalidade, injustiça e desaprovação. Evoca sentimentos de condenação, contestação e, por vezes, revolta.
Vida digital
Termo frequentemente utilizado em notícias online, artigos de opinião e debates em redes sociais sobre política e questões sociais.
Pode aparecer em memes ou hashtags relacionadas a escândalos políticos ou sociais, sempre com conotação crítica.
Representações
Frequentemente usada em diálogos para descrever personagens com origens controversas, ações ilegais ou relacionamentos fora das normas sociais estabelecidas pela trama.
Comparações culturais
Inglês: 'illegitimate' (mesma origem latina, uso similar em contextos legais, sociais e morais). Espanhol: 'ilegítimo' (mesma origem e uso, forte em contextos legais e familiares). Francês: 'illégitime' (origem e uso análogos). Italiano: 'illegittimo' (origem e uso análogos).
Relevância atual
A palavra 'ilegítimas' mantém alta relevância no português brasileiro, especialmente em discussões sobre a validade legal e moral de atos governamentais, decisões judiciais e comportamentos sociais. Continua sendo um termo carregado de significado e frequentemente empregado para contestar e deslegitimar.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'illegitimus', composto por 'in-' (não) e 'legitimus' (legal, legítimo), significando 'não legal' ou 'ilegal'. A palavra entra no português arcaico com este sentido.
Evolução de Sentido e Uso
Idade Média a Século XIX - O termo é predominantemente usado em contextos legais e religiosos para designar algo ou alguém que não segue as normas estabelecidas, como filhos fora do casamento ou ações contrárias à lei. O sentido moral e legal se sobrepõe.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade - A palavra 'ilegítimas' mantém seu sentido original de ilegalidade ou falta de validade, mas expande seu uso para descrever ações, governos, ou até mesmo sentimentos que são considerados moralmente questionáveis ou sem fundamento justo. No Brasil, o termo é frequentemente empregado em debates políticos e sociais.
Do latim 'illegitimus', de 'in-' (não) + 'legitimus' (legítimo).