ilícitas

Do latim 'illicitus', particípio passado de 'illicere' (não permitir, proibir).

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'illicitus', particípio passado de 'illicere' (atrair para dentro, seduzir), com o prefixo de negação 'in-' e 'licitus' (permitido, lícito). Significa 'não permitido', 'ilegal'.

Mudanças de sentido

Antiguidade Clássica - Atualidade

O sentido fundamental de 'não permitido' ou 'ilegal' permaneceu estável ao longo do tempo, sendo consistentemente aplicado a ações, bens ou práticas que contrariam normas legais ou morais estabelecidas.

A palavra 'ilícitas' (plural de 'ilícito') é usada para descrever uma pluralidade de ações ou objetos que violam a lei. Por exemplo, 'rendas ilícitas' refere-se a ganhos obtidos de forma ilegal, e 'atividades ilícitas' abrange um vasto leque de comportamentos proibidos.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos jurídicos e religiosos medievais em português, refletindo a influência do latim e a necessidade de categorizar ações proibidas.

Momentos culturais

Século XX - Atualidade

Frequentemente encontrada em notícias sobre crimes, escândalos políticos e operações policiais, como a Lava Jato, onde termos como 'dinheiro ilícito' e 'transações ilícitas' se tornaram comuns no discurso público.

Conflitos sociais

Período Colonial - Atualidade

A distinção entre o lícito e o ilícito é central em debates sobre justiça social, desigualdade e a aplicação da lei, especialmente em relação a atividades que afetam comunidades marginalizadas ou que envolvem corrupção em larga escala.

Vida emocional

Período Colonial - Atualidade

A palavra carrega um peso negativo, associado a perigo, punição, desonestidade e transgressão. Evoca sentimentos de repulsa, desconfiança e condenação.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

Termos como 'dinheiro ilícito', 'tráfico ilícito' e 'vendas ilícitas' são frequentemente pesquisados em motores de busca, especialmente em contextos de notícias e investigações.

Anos 2010 - Atualidade

A palavra aparece em discussões online sobre crimes cibernéticos, fraudes e atividades ilegais na dark web.

Representações

Meados do Século XX - Atualidade

Frequentemente utilizada em roteiros de filmes policiais, novelas e séries de TV para descrever as motivações e ações de antagonistas ou para construir tramas envolvendo crime e investigação.

Comparações culturais

Antiguidade Clássica - Atualidade

Inglês: 'illicit' (com o mesmo sentido de ilegal, proibido). Espanhol: 'ilícito' (idêntico em forma e sentido). Francês: 'illicite' (derivado do latim, com o mesmo significado). Alemão: 'illegal' (ilegal) ou 'unerlaubt' (não permitido), que transmitem a ideia de proibição legal.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'ilícitas' mantém sua forte relevância em discussões sobre legalidade, ética e segurança pública. É um termo essencial no vocabulário jurídico e jornalístico para descrever e condenar ações que violam o ordenamento jurídico e social.

Origem Etimológica

Deriva do latim 'illicitus', particípio passado de 'illicere', que significa 'atrair para dentro', 'seduzir', mas com o prefixo 'in-' (não) e 'licitus' (permitido, lícito). Assim, 'illicitus' significa 'não permitido', 'ilegal'.

Entrada e Consolidação no Português

A palavra 'ilícito' (e suas variações como 'ilícitas') foi incorporada ao vocabulário português, mantendo seu sentido original de ilegalidade ou proibição. Sua forma plural 'ilícitas' é usada para se referir a ações, bens, ou atividades que não são permitidas pela lei ou pela moral estabelecida.

Uso Contemporâneo

A palavra 'ilícitas' é amplamente utilizada em contextos jurídicos, jornalísticos e cotidianos para descrever atividades ilegais, como tráfico, corrupção, ou qualquer ação que viole a lei. O termo mantém sua carga semântica de proibição e ilegalidade.

ilícitas

Do latim 'illicitus', particípio passado de 'illicere' (não permitir, proibir).

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