imanência
Do latim 'immanentia', derivado de 'immanens', particípio presente de 'immanere' (permanecer dentro, habitar).
Origem
Deriva do latim 'immanentia', que significa 'permanecer dentro', 'ficar em'. O radical 'manere' (permanecer) é a chave para o sentido de algo que está contido.
Mudanças de sentido
Qualidade de Deus de estar presente e ativo no mundo, em oposição à transcendência.
A relação intrínseca e inseparável entre Deus (ou a substância) e o universo. Algo que é inerente a um ser ou sistema.
Qualidade de algo que é inerente, intrínseco, contido em si mesmo ou em um sistema. Usado em crítica literária para a obra em si, em psicologia para traços de personalidade, e em filosofia para a natureza de conceitos.
Primeiro registro
Registros em textos teológicos e filosóficos em português, refletindo o uso erudito da época, possivelmente com influência do latim.
Momentos culturais
A filosofia de Baruch Spinoza, com seu conceito de 'Deus sive Natura' (Deus ou Natureza), populariza o uso de 'imanência' para descrever a unidade intrínseca do ser e do universo.
Críticos literários utilizam o termo para analisar a obra como um todo autônomo, com significados contidos em sua própria estrutura, em contraste com abordagens que buscam significados externos.
Comparações culturais
Inglês: 'immanence' - termo filosófico e teológico com sentido muito similar, derivado do latim. Espanhol: 'inmanencia' - igualmente usado em filosofia e teologia com o mesmo significado etimológico e conceitual. Francês: 'immanence' - mesmo uso filosófico e teológico. Alemão: 'Immanenz' - central em discussões filosóficas, especialmente na fenomenologia e existencialismo.
Relevância atual
A palavra 'imanência' continua sendo um termo técnico em filosofia, teologia e crítica literária. Seu uso é restrito a contextos acadêmicos e intelectuais, mantendo seu sentido de algo intrínseco, inerente ou contido dentro de si mesmo ou de um sistema.
Origem Etimológica
Século XIV — do latim 'immanentia', substantivo derivado do verbo 'immanere', que significa 'permanecer dentro', 'ficar em'. Composto por 'in-' (dentro) e 'manere' (permanecer).
Entrada e Uso Inicial no Português
Séculos XV-XVI — A palavra 'imanência' entra no vocabulário português, provavelmente através do latim eclesiástico e filosófico. Seu uso inicial está fortemente ligado a discussões teológicas e metafísicas, referindo-se à qualidade de Deus de estar presente no mundo.
Desenvolvimento Filosófico e Científico
Séculos XVII-XIX — A palavra ganha maior proeminência com o desenvolvimento da filosofia moderna, especialmente com pensadores como Spinoza, que a utiliza para descrever a relação entre Deus e a natureza. O termo passa a ser usado em contextos mais amplos de filosofia, ciência e crítica literária para descrever algo inerente, intrínseco ou contido em si mesmo.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — 'Imanência' mantém seu uso em filosofia e teologia, mas expande-se para outras áreas, como crítica literária, teoria social e psicologia, para descrever qualidades intrínsecas ou a presença de algo dentro de um sistema ou indivíduo. É uma palavra formal, dicionarizada, com uso mais restrito a contextos acadêmicos e intelectuais.
Do latim 'immanentia', derivado de 'immanens', particípio presente de 'immanere' (permanecer dentro, habitar).