imaterial
Do latim 'immaterialis', prefixo 'in-' (não) + 'materialis' (material).
Origem
Do latim 'immaterialis', composto por 'in-' (não) e 'materialis' (material, corporal, relativo à matéria).
Mudanças de sentido
Entrada no português com o sentido primário de 'sem matéria', 'sem corpo físico', 'abstrato'.
Utilizado em debates filosóficos e teológicos para designar entidades não físicas como alma, espírito, Deus, ideias.
Expansão para o campo econômico (bens intangíveis, propriedade intelectual) e para descrever experiências subjetivas e sentimentos.
A palavra 'imaterial' passou a abranger desde conceitos metafísicos até ativos econômicos como software e patentes, além de experiências humanas não tangíveis como amor ou felicidade.
Primeiro registro
A palavra 'imaterial' surge no vocabulário português nesse período, refletindo a influência do latim e o desenvolvimento do pensamento abstrato e filosófico na Europa.
Momentos culturais
Central em debates filosóficos do Iluminismo e do Romantismo, contrastando o racional e o espiritual.
Ganhou relevância na economia com o conceito de 'ativos imateriais' e na psicologia com a discussão sobre a natureza da consciência.
Comparações culturais
Inglês: 'immaterial' (mesma origem latina, uso similar em filosofia, teologia e economia). Espanhol: 'inmaterial' (idêntica etimologia e uso). Francês: 'immatériel' (mesma raiz e aplicações). Alemão: 'immateriell' (conceito similar, frequentemente usado em discussões filosóficas e econômicas).
Relevância atual
A palavra 'imaterial' mantém sua relevância em discussões filosóficas, teológicas e éticas, mas sua aplicação mais proeminente hoje é na economia digital e na descrição de bens intangíveis, como dados, software, marcas e propriedade intelectual, que formam a base da economia moderna.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do latim 'immaterialis', prefixo 'in-' (não) + 'materialis' (material, corporal). A palavra entra no vocabulário português com o sentido de 'sem matéria', 'sem corpo', 'abstrato'.
Evolução Filosófica e Teológica
Séculos XVII-XIX — Amplamente utilizada em discussões filosóficas e teológicas para descrever conceitos como alma, espírito, Deus, ideias, e qualidades abstratas, em oposição ao mundo físico e tangível.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
Século XX-Atualidade — Mantém o sentido original em contextos filosóficos e religiosos, mas expande-se para descrever bens intangíveis na economia (propriedade intelectual, software), sentimentos, e experiências subjetivas.
Do latim 'immaterialis', prefixo 'in-' (não) + 'materialis' (material).