imaterialista

Prefixo 'im-' (privativo) + 'materialista'.

Origem

Antiguidade Clássica - Século XVII/XVIII

Formada a partir do grego 'aimateria' (matéria) com o prefixo de negação 'in-' e o sufixo '-ista'. O conceito de negação da matéria é antigo, mas o termo 'imaterialista' se consolida em oposição ao materialismo filosófico.

Mudanças de sentido

Século XVIII - XIX

Inicialmente, o termo era estritamente filosófico, referindo-se a correntes que negavam a existência da matéria ou a sua primazia. → ver detalhes

Em oposição direta ao materialismo, o imaterialismo filosófico (associado a pensadores como Berkeley) defendia que a realidade última é mental ou espiritual. O termo 'imaterialista' designava os seguidores dessas ideias.

Século XX - Atualidade

O sentido se expande para abranger a valorização do intangível em diversas esferas, como arte, espiritualidade e economia. O 'imaterialista' contemporâneo pode ser alguém que valoriza mais as experiências, as ideias ou os bens não físicos do que os bens materiais.

Na economia, o termo pode ser associado à 'economia imaterial' ou 'economia do conhecimento', onde o valor reside em ativos intangíveis como software, patentes, marcas e capital intelectual. Na arte e cultura, refere-se àqueles que priorizam a expressão espiritual ou conceitual sobre a forma material.

Primeiro registro

Século XVIII - XIX

Registros em textos filosóficos e acadêmicos em português, frequentemente em traduções ou discussões de obras estrangeiras, especialmente do francês e inglês.

Momentos culturais

Século XVIII - XIX

Debates filosóficos sobre idealismo vs. materialismo, influenciados por pensadores como George Berkeley e Immanuel Kant, que moldaram o uso do termo em discussões acadêmicas.

Século XX

O surgimento da arte conceitual e a valorização de bens intangíveis na economia pós-industrial podem ser vistos como manifestações culturais de uma perspectiva 'imaterialista'.

Comparações culturais

Inglês: 'Immaterialist' - termo filosófico e, mais recentemente, aplicado à economia do conhecimento. Espanhol: 'Inmaterialista' - similar ao português, com uso filosófico e em discussões sobre valor não material. Francês: 'Immatérialiste' - forte presença em debates filosóficos e na descrição de correntes de pensamento que negam a primazia da matéria.

Relevância atual

A palavra mantém sua relevância em discussões filosóficas e teológicas. Ganha nova dimensão na era digital e da informação, ao descrever a crescente importância de bens e valores intangíveis (dados, conhecimento, experiência) em detrimento dos bens puramente materiais.

Origem Etimológica

Deriva do grego 'aimateria' (matéria) com o prefixo 'in-' (negação), formando 'aimaterialia' (ausência de matéria), e o sufixo '-ista' (partidário de). A palavra em si, 'imaterialista', surge como oposição ao materialismo.

Entrada e Consolidação no Português

O termo 'imaterialista' entra no vocabulário português, possivelmente através do francês 'immatérialiste' ou do inglês 'immaterialist', em um período de efervescência filosófica e científica, refletindo debates sobre a natureza da realidade.

Uso Contemporâneo

A palavra 'imaterialista' é utilizada em contextos filosóficos, teológicos e artísticos para descrever posições que negam a primazia ou a existência da matéria, ou que enfatizam o valor do espírito, das ideias ou do intangível.

imaterialista

Prefixo 'im-' (privativo) + 'materialista'.

PalavrasConectando idiomas e culturas