implausível

Do latim 'implausibilis', de 'in-' (não) + 'plausibilis' (plausível).

Origem

Século XV

Do latim 'implausibilis', formado por 'in-' (partícula de negação) e 'plausibilis' (plausível, que agrada, que merece aplauso), que por sua vez deriva de 'plaudere' (bater palmas, aplaudir).

Mudanças de sentido

Século XVI

Inicialmente, podia carregar uma nuance de 'não agradável' ou 'não digno de aplauso', ligada à raiz de 'plaudere'.

Séculos XVII-XIX

O sentido se consolida como 'não crível', 'improvável', 'difícil de aceitar como verdadeiro', focando na falta de verossimilhança e na contrariedade à razão.

A transição de 'não digno de aplauso' para 'não crível' reflete uma especialização semântica, onde a aceitação (ou falta dela) passa a ser entendida no plano da lógica e da evidência, e não apenas da aprovação social ou estética.

Século XX - Atualidade

Mantém o sentido de 'não crível' e 'improvável', sendo frequentemente usada para expressar surpresa, ceticismo ou para refutar uma afirmação ou cenário.

Em debates, discussões acadêmicas e até em conversas informais, 'implausível' é uma ferramenta para desqualificar argumentos ou situações que parecem distantes da realidade ou da lógica.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e gramaticais da época indicam o uso da palavra com o sentido de 'não plausível' ou 'improvável'.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias para descrever tramas inverossímeis ou personagens com ações difíceis de acreditar.

Século XX

Utilizada em debates filosóficos e científicos para discutir a validade de teorias ou hipóteses.

Atualidade

Comum em notícias e análises políticas para descrever declarações ou cenários considerados irrealistas ou sem fundamento.

Vida digital

Termo frequentemente usado em comentários de redes sociais para expressar descrença diante de notícias falsas ou situações absurdas.

Aparece em discussões online sobre teorias da conspiração, onde alegações são rotuladas como 'implausíveis'.

Usada em memes para reagir a eventos ou declarações chocantes ou inacreditáveis.

Comparações culturais

Inglês: 'implausible' (mesma origem latina, sentido idêntico). Espanhol: 'implausible' (mesma origem latina, sentido idêntico). Francês: 'implausible' (mesma origem latina, sentido idêntico). Italiano: 'implausibile' (mesma origem latina, sentido idêntico).

Relevância atual

A palavra 'implausível' mantém sua relevância como um termo chave para expressar ceticismo e avaliar a credibilidade de informações e narrativas em um mundo saturado de dados e discursos.

É fundamental no discurso crítico, permitindo discernir entre o factível e o fantasioso, o provável e o inverossímil.

Origem Etimológica Latina

Século XV - Deriva do latim 'implausibilis', composto por 'in-' (não) e 'plausibilis' (plausível, que agrada, que merece aplauso), este último originado de 'plaudere' (bater palmas, aplaudir).

Entrada no Português

Século XVI - A palavra 'implausível' entra no vocabulário português, inicialmente com um sentido mais ligado à falta de aceitação ou de aprovação, refletindo sua origem em 'plaudere'.

Evolução do Sentido

Séculos XVII-XIX - O sentido evolui para 'não crível', 'improvável', 'difícil de aceitar como verdadeiro', afastando-se da conotação de 'não agradável' e focando na falta de verossimilhança.

Uso Contemporâneo

Século XX - Atualidade - Amplamente utilizada em contextos argumentativos, científicos, jornalísticos e cotidianos para descrever algo que foge à lógica, à razão ou à experiência comum, denotando incredulidade ou ceticismo.

implausível

Do latim 'implausibilis', de 'in-' (não) + 'plausibilis' (plausível).

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