implícitas
Do latim 'implicitus', particípio passado de 'implicare' (envolver, entrelaçar).
Origem
Do latim 'implicitus', particípio passado de 'implicare' (envolver, dobrar sobre). A raiz 'plicare' (dobrar) é a base para o sentido de algo que está 'dobrado dentro' ou contido.
Mudanças de sentido
O sentido central de 'contido ou subentendido, sem ser expresso diretamente' permaneceu notavelmente estável ao longo dos séculos, sendo aplicado em contextos variados, desde a lógica e a filosofia até a comunicação interpessoal.
Embora o sentido nuclear seja o mesmo, a aplicação da palavra se expandiu. Em textos jurídicos, refere-se a cláusulas ou direitos não explícitos, mas dedutíveis. Na linguística, a pragmática estuda as inferências e pressuposições implícitas. Na psicologia, fala-se de necessidades ou emoções implícitas. A palavra 'implícitas' (no plural) é frequentemente usada para descrever múltiplas ideias ou condições que coexistem sem declaração formal.
Primeiro registro
Registros em textos latinos medievais que influenciaram o português. O uso em vernáculo se consolida gradualmente.
Momentos culturais
Presente em documentos legais, cartas e literatura, onde a sutileza e o subentendido eram frequentemente empregados.
Uso frequente em debates intelectuais, jurídicos e na crítica literária, onde a análise do não dito é fundamental.
Comparações culturais
Inglês: 'implicit' (adjetivo) ou 'implicitness' (substantivo), com sentido etimológico e de uso muito similar, derivado do latim 'implicitus'. Espanhol: 'implícito' (adjetivo) ou 'implicitud' (substantivo), também com origem e significado alinhados ao português e inglês. Francês: 'implicite' (adjetivo), com a mesma raiz latina e sentido.
Relevância atual
A palavra 'implícitas' é uma palavra formal/dicionarizada (corpus_girias_regionais.txt) de uso corrente em textos acadêmicos, jurídicos, jornalísticos e em discussões que exigem precisão semântica. Refere-se a significados, condições ou consequências que não são explicitamente declaradas, mas que são inerentes ou podem ser deduzidas do contexto. É fundamental para a análise de discursos, contratos, e para a compreensão de nuances na comunicação.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'implicitus', particípio passado de 'implicare', que significa 'envolver', 'dobrar sobre', 'confundir'. A raiz 'plicare' remete à ideia de dobrar ou enrolar.
Entrada e Evolução no Português
A palavra 'implícito' (e sua forma plural 'implícitas') entra no vocabulário português, provavelmente através do latim vulgar ou de influências eruditas, mantendo o sentido de algo que está contido ou subentendido, sem ser expresso diretamente. Seu uso se consolida em textos jurídicos, filosóficos e literários.
Uso Moderno e Contemporâneo
A palavra 'implícitas' mantém seu sentido dicionarizado e é amplamente utilizada em diversos campos do conhecimento e na comunicação cotidiana, referindo-se a ideias, significados, condições ou consequências que não são declaradas abertamente, mas que podem ser deduzidas ou inferidas.
Do latim 'implicitus', particípio passado de 'implicare' (envolver, entrelaçar).