incomuns
Formado pelo prefixo 'in-' (privativo) e o adjetivo 'comum'.
Origem
Do latim 'incomūnis', composto por 'in-' (não) e 'commūnis' (comum, compartilhado). O sentido evoluiu de 'não compartilhado' para 'não comum', 'raro'.
Mudanças de sentido
O sentido de 'não comum' ou 'raro' se consolidou a partir do latim 'incomūnis'.
Utilizada em registros formais para descrever eventos, costumes ou características que se desviavam do padrão europeu ou das normas sociais estabelecidas.
Mantém o sentido de raro, singular, extraordinário, sem desvios semânticos significativos. É uma palavra de registro formal.
A palavra 'incomuns' é classificada como formal/dicionarizada, indicando seu uso em contextos que exigem precisão e formalidade, como em publicações acadêmicas, relatórios e literatura culta.
Primeiro registro
Embora registros específicos sejam difíceis de datar com precisão para o português brasileiro em sua formação inicial, a palavra já existia no latim medieval e em textos antigos em português, indicando sua presença desde os primórdios da língua.
Momentos culturais
Presente em descrições literárias de paisagens exóticas ou comportamentos atípicos no Brasil, contrastando com o 'comum' europeu.
Utilizada em crônicas e reportagens para descrever fenômenos sociais ou naturais que fugiam à normalidade urbana.
Representações
Frequentemente empregada em diálogos para caracterizar personagens excêntricos, situações inusitadas ou elementos de mistério.
Comparações culturais
Inglês: 'uncommon' ou 'rare', com sentido similar de não usual ou escasso. Espanhol: 'inusual' ou 'raro', também mantendo a ideia de desvio da norma. Francês: 'inhabituel' ou 'rare', seguindo a mesma linha semântica.
Relevância atual
A palavra 'incomuns' mantém sua relevância como um termo descritivo formal para o que se distingue da norma. É utilizada em contextos que valorizam a singularidade, a raridade ou a excepcionalidade, seja em descrições científicas, literárias ou em análises sociais.
Origem e Entrada no Português
Deriva do latim 'incomūnis', significando 'comum a todos', 'compartilhado', e por extensão, 'não comum', 'raro'. A palavra se estabeleceu no léxico português em um período anterior à formação do Brasil, com sua entrada formal ocorrendo provavelmente entre os séculos XIII e XIV, acompanhando a evolução do latim vulgar para as línguas românicas.
Evolução e Uso no Brasil
Ao longo dos séculos, 'incomuns' manteve seu sentido primário de 'raro' ou 'não usual'. No Brasil, sua utilização se deu em contextos formais e literários, sem grandes ressignificações semânticas, mas com variações de frequência dependendo do período e do registro.
Uso Contemporâneo
Atualmente, 'incomuns' é uma palavra formal, dicionarizada, utilizada para descrever algo que foge à norma, que é singular ou extraordinário. Sua presença é notável em textos descritivos, análises e em contextos que buscam enfatizar a raridade ou a excepcionalidade de um fenômeno, objeto ou indivíduo.
Formado pelo prefixo 'in-' (privativo) e o adjetivo 'comum'.