incomuns

Formado pelo prefixo 'in-' (privativo) e o adjetivo 'comum'.

Origem

Latim

Do latim 'incomūnis', composto por 'in-' (não) e 'commūnis' (comum, compartilhado). O sentido evoluiu de 'não compartilhado' para 'não comum', 'raro'.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar para Português Antigo

O sentido de 'não comum' ou 'raro' se consolidou a partir do latim 'incomūnis'.

Período Colonial e Imperial Brasileiro

Utilizada em registros formais para descrever eventos, costumes ou características que se desviavam do padrão europeu ou das normas sociais estabelecidas.

Atualidade

Mantém o sentido de raro, singular, extraordinário, sem desvios semânticos significativos. É uma palavra de registro formal.

A palavra 'incomuns' é classificada como formal/dicionarizada, indicando seu uso em contextos que exigem precisão e formalidade, como em publicações acadêmicas, relatórios e literatura culta.

Primeiro registro

Séculos XIII-XIV

Embora registros específicos sejam difíceis de datar com precisão para o português brasileiro em sua formação inicial, a palavra já existia no latim medieval e em textos antigos em português, indicando sua presença desde os primórdios da língua.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em descrições literárias de paisagens exóticas ou comportamentos atípicos no Brasil, contrastando com o 'comum' europeu.

Meados do Século XX

Utilizada em crônicas e reportagens para descrever fenômenos sociais ou naturais que fugiam à normalidade urbana.

Representações

Novelas e Filmes (Século XX e XXI)

Frequentemente empregada em diálogos para caracterizar personagens excêntricos, situações inusitadas ou elementos de mistério.

Comparações culturais

Contemporâneo

Inglês: 'uncommon' ou 'rare', com sentido similar de não usual ou escasso. Espanhol: 'inusual' ou 'raro', também mantendo a ideia de desvio da norma. Francês: 'inhabituel' ou 'rare', seguindo a mesma linha semântica.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'incomuns' mantém sua relevância como um termo descritivo formal para o que se distingue da norma. É utilizada em contextos que valorizam a singularidade, a raridade ou a excepcionalidade, seja em descrições científicas, literárias ou em análises sociais.

Origem e Entrada no Português

Deriva do latim 'incomūnis', significando 'comum a todos', 'compartilhado', e por extensão, 'não comum', 'raro'. A palavra se estabeleceu no léxico português em um período anterior à formação do Brasil, com sua entrada formal ocorrendo provavelmente entre os séculos XIII e XIV, acompanhando a evolução do latim vulgar para as línguas românicas.

Evolução e Uso no Brasil

Ao longo dos séculos, 'incomuns' manteve seu sentido primário de 'raro' ou 'não usual'. No Brasil, sua utilização se deu em contextos formais e literários, sem grandes ressignificações semânticas, mas com variações de frequência dependendo do período e do registro.

Uso Contemporâneo

Atualmente, 'incomuns' é uma palavra formal, dicionarizada, utilizada para descrever algo que foge à norma, que é singular ou extraordinário. Sua presença é notável em textos descritivos, análises e em contextos que buscam enfatizar a raridade ou a excepcionalidade de um fenômeno, objeto ou indivíduo.

incomuns

Formado pelo prefixo 'in-' (privativo) e o adjetivo 'comum'.

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