Palavras

incontinências

Do latim 'incontinentia'.

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'incontinentia', significando 'falta de contenção', 'ausência de controle'. Composto por 'in-' (negação) e 'continere' (conter, segurar).

Mudanças de sentido

Idade Média - Renascimento

Sentido primário de falta de controle físico (esfíncteres) e moral (pecados como luxúria, gula).

Séculos XVII - XIX

Ampliação para falta de moderação em comportamentos, emoções e desejos; excesso, descomedimento.

A palavra adquire um uso mais figurado, aplicando-se a discursos, ações ou gastos descontrolados, além do sentido fisiológico.

Século XX - Atualidade

Manutenção dos sentidos médico (incontinência urinária/fecal) e figurado (incontinências verbais, de gastos), com forte conotação formal e técnica.

O uso contemporâneo é predominantemente técnico-médico ou em contextos formais que descrevem a ausência de controle.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos latinos eclesiásticos e médicos que foram precursores do português, com o sentido de falta de controle físico e moral.

Momentos culturais

Séculos XVII - XVIII

Presente em tratados médicos e religiosos que discutiam o corpo e a moralidade, frequentemente associado a vícios ou doenças.

Século XX

Aparece em literatura e discussões sobre saúde pública e psicologia, abordando tanto os aspectos clínicos quanto os comportamentais.

Vida emocional

Histórico

Associada a sentimentos de vergonha, constrangimento e vulnerabilidade, especialmente em contextos de perda de controle físico. Em sentido figurado, pode evocar a ideia de falta de decoro ou excesso.

Comparações culturais

Contemporâneo

Inglês: 'incontinence' (mesma origem latina, com significados médicos e figurados semelhantes, como 'incontinence of speech'). Espanhol: 'incontinencia' (idêntica origem e uso, tanto médico quanto figurado, como 'incontinencia verbal').

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'incontinências' mantém sua relevância primariamente no campo médico para descrever condições de perda de controle de funções corporais. Em contextos mais amplos, é usada formalmente para descrever excessos ou falta de moderação em comportamentos ou discursos, sendo uma palavra dicionarizada e formal.

Origem Etimológica Latina

Deriva do latim 'incontinentia', que significa 'falta de contenção' ou 'ausência de controle'. O prefixo 'in-' (negação) combinado com 'continens' (particípio presente de 'continere', que significa conter, segurar).

Entrada e Uso Inicial no Português

A palavra 'incontinências' (plural de incontinência) entra no vocabulário português, provavelmente através do latim eclesiástico ou médico, mantendo seu sentido original de falta de controle, especialmente em contextos religiosos (pecados de luxúria, gula) e médicos (perda de controle de esfíncteres).

Evolução e Ampliação de Sentido

O termo começa a ser usado em um sentido mais amplo, referindo-se não apenas à falta de controle físico, mas também à falta de moderação em comportamentos, emoções ou desejos. O contexto médico e teológico continua forte, mas a palavra ganha nuances de excesso e descomedimento.

Uso Contemporâneo e Dicionarizado

A palavra 'incontinências' é formalmente registrada em dicionários, mantendo os significados de ausência de controle sobre funções corporais (incontinência urinária, fecal) e, metaforicamente, sobre emoções, comportamentos ou desejos (incontinências verbais, de gastos). O contexto médico é predominante em seu uso técnico.

incontinências

Do latim 'incontinentia'.

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