incubo

Do latim 'incubo', derivado de 'incubare' (chocar, cobrir).

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'incubo', particípio passado de 'incubare' (deitar-se sobre, cobrir). Originalmente, um espírito que se deitava sobre pessoas adormecidas.

Mudanças de sentido

Idade Média

Ganhou forte conotação demoníaca, associado a demônios que abusavam sexualmente de mulheres adormecidas.

Séculos XVII-XIX

Expansão para o sentido figurado: algo que oprime, causa angústia, preocupação ou fardo pesado.

Atualidade

Mantém os sentidos literal (folclore, demonologia) e figurado (opressão psicológica, ansiedade).

A palavra 'incubo' é formal e dicionarizada, com uso em contextos que variam do místico ao psicológico. Sua presença em textos literários e acadêmicos reforça sua formalidade.

Primeiro registro

Antiguidade Clássica

Registros em textos latinos descrevendo o conceito de espíritos noturnos que oprimiam o sono.

Idade Média

Ampla documentação em textos teológicos e demonológicos, como o 'Malleus Maleficarum'.

Momentos culturais

Idade Média

Central na demonologia medieval e nas crenças sobre assombrações noturnas.

Século XIX

Presença em obras literárias góticas e românticas que exploram o terror e o sobrenatural.

Século XX

Referenciado em estudos psicológicos sobre paralisia do sono e pesadelos.

Vida emocional

Associada a medo, opressão, ansiedade, terror e desconforto psicológico.

O sentido figurado evoca sentimentos de peso, angústia e preocupação persistente.

Representações

Cinema e Televisão

Frequentemente retratado em filmes de terror e suspense, explorando o medo do sobrenatural e da opressão noturna. Exemplos incluem filmes sobre demônios, assombrações e pesadelos vívidos.

Literatura

Presente em contos, romances e poemas que abordam temas de terror, demonologia e angústia psicológica.

Comparações culturais

Inglês: 'Incubus' (mesma origem latina, com significados semelhantes em demonologia e sentido figurado). Espanhol: 'Íncubo' (idêntica origem e uso, tanto literal quanto figurado). Francês: 'Incube' (compartilha a origem e os sentidos). Alemão: 'Inkuba' (similar, com forte ligação à demonologia medieval).

Relevância atual

A palavra 'incubo' mantém sua relevância em discussões sobre folclore, mitologia, demonologia e psicologia. O sentido figurado é amplamente utilizado para descrever estados de ansiedade, opressão mental ou problemas que parecem 'pesar' sobre alguém. Sua formalidade a mantém presente em contextos literários e acadêmicos, enquanto o imaginário popular a associa a medos noturnos e sobrenaturais.

Origem Etimológica e Latim

Do latim 'incubo', que significa 'aquele que se deita sobre'. Deriva do verbo 'incubare', que remete a 'deitar-se sobre', 'cobrir' ou 'chocar'. Originalmente, referia-se a um espírito noturno que se deitava sobre pessoas adormecidas.

Cristianismo e Idade Média

A palavra 'incubo' ganha forte conotação demoníaca na teologia cristã medieval, sendo associada a demônios que visitavam mulheres durante o sono para ter relações sexuais, gerando descendência demoníaca. O termo 'succubo' (do latim 'succuba', 'aquela que se deita por baixo') era usado para o correspondente feminino.

Sentido Figurado e Modernidade

O sentido de 'incubo' se expande para além do sobrenatural, passando a designar algo que oprime, causa angústia, preocupação constante ou um fardo pesado. Essa acepção figurada se consolida com o avanço da língua e a disseminação de textos literários e filosóficos.

Uso Contemporâneo

A palavra 'incubo' é utilizada tanto em seu sentido literal, remetendo a crenças folclóricas e demonológicas, quanto em seu sentido figurado para descrever opressão psicológica, ansiedade ou um problema persistente. É uma palavra formal, encontrada em dicionários e textos literários.

incubo

Do latim 'incubo', derivado de 'incubare' (chocar, cobrir).

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