indigna

Do latim 'indignus', que significa indigno, que não merece.

Origem

Século XIII

Do latim 'indignus', significando 'indigno', 'não merecedor', formado por 'in-' (não) e 'dignus' (digno).

Mudanças de sentido

Idade Média

Sentido original de 'não merecedor', 'sem valor intrínseco', aplicado a pessoas, ações ou conceitos.

Séculos XIX e XX

Evolui para o sentido de 'causador de indignação', 'ofensivo', 'injusto', 'desonroso'. A palavra passa a descrever a reação a algo que viola normas morais ou sociais.

A mudança reflete uma transição de uma avaliação intrínseca de valor para uma avaliação reativa de um ato ou situação. O foco se desloca do estado de ser para a percepção de uma ofensa.

Atualidade

Mantém o sentido de 'causador de indignação', sendo frequentemente usada em contextos de crítica social, política e moral.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos antigos em português, como crônicas e textos religiosos, com o sentido de 'indigno' ou 'não merecedor'.

Momentos culturais

Século XIX

Presente na literatura romântica e realista, frequentemente associada a injustiças sociais e dilemas morais.

Século XX

Utilizada em discursos políticos e sociais para denunciar opressão e desigualdade.

Atualidade

Palavra recorrente em debates sobre corrupção, direitos humanos e escândalos, aparecendo em notícias, artigos de opinião e redes sociais.

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

Frequentemente empregada para descrever e condenar atos de injustiça social, corrupção, violência e discriminação, servindo como ferramenta retórica em movimentos sociais e protestos.

Vida emocional

Idade Média - Atualidade

Associada a sentimentos fortes como revolta, ultraje, desaprovação, desprezo e senso de injustiça. Carrega um peso moral e ético significativo.

Vida digital

Atualidade

Comum em hashtags e comentários em redes sociais para expressar indignação com notícias, eventos ou comportamentos. Utilizada em memes para satirizar situações injustas ou absurdas.

Representações

Século XX - Atualidade

Presente em personagens de novelas, filmes e séries que enfrentam ou cometem atos considerados indignos, explorando dilemas morais e sociais.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'indignant' (adjetivo) ou 'outrage' (substantivo), expressando forte desaprovação e raiva diante de algo considerado injusto ou ofensivo. Espanhol: 'indignado/indignada' (adjetivo), com sentido muito similar ao português, referindo-se a alguém que sente indignação. Francês: 'indigne' (adjetivo), também com o sentido de indigno ou que causa indignação.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'indigna' mantém sua força e relevância como um termo chave para a expressão de descontentamento moral e social. É fundamental em discussões sobre ética, justiça e direitos, sendo um indicador da percepção pública sobre o que é aceitável ou inaceitável em uma sociedade.

Origem Etimológica

Século XIII - Deriva do latim 'indignus', que significa 'indigno', 'não merecedor', composto por 'in-' (não) e 'dignus' (digno).

Entrada e Evolução no Português

Idade Média - A palavra 'indigno/indigna' entra no vocabulário português com seu sentido original de falta de mérito ou valor. Utilizada em contextos religiosos e sociais para descrever algo ou alguém que não é digno de respeito, favor ou recompensa.

Uso Moderno e Ressignificações

Séculos XIX e XX - O sentido de 'indigno/indigna' se consolida, referindo-se a algo que causa indignação, revolta ou ultraje por ser injusto, ofensivo ou desonroso. Mantém-se como uma palavra formal e dicionarizada.

Uso Contemporâneo

Atualidade - 'Indigna' é amplamente utilizada para expressar desaprovação moral e social diante de atos percebidos como injustos, corruptos ou desrespeitosos. É uma palavra comum em debates públicos, notícias e discussões sobre ética e justiça.

indigna

Do latim 'indignus', que significa indigno, que não merece.

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